REDUTO DO COMODORO - o Blog de CARLOS REICHENBACH - comodoro@olhoslivres.com
   A NOITE DOS QUEPES - PARTE 4

OUTRAS IMAGENS DA NOITE DO COMODORO

imagens da premiação de Vebis Junior e Lucas Lima

 Imagem espetacular (parece enquadramento de Susumu Hani) de Eduardo Aguilar, com o troféu de Aílton Monteiro (Diário de um Cinéfilo) nas mãos. Ao fundo, a homenagem cinéfila do Comodoro ao maior cinéfilo de Fortaleza: Nick Nolte no filme de Paul Schrader. De lambugem, saindo do audio-visual, cena de "Blackmail", de Alfred Hitchcock. Parabéns, Lucas Lima !

 Contracampo, o melhor site de cinema de 2004, conforme o júri oficial. Ao fundo, imagem de MAL DOS TRÓPICOS (não me peçam para escrever o nome do diretor!), o filme de 2004. A camisa do Cleber Eduardo foi mais comentada que o desabafo do Cláudio Assis no Prêmio Tam de Cinema. Atenção: Daniel Caetano, "o owner", não está com icterícia....

 Conforme os comentários da penúltima postagem, Vanessa Goulart está virando objeto de desejo de certos blogueiros fesceninos. Se eu fosse produtor de tv contratava ela para apresentar um programa de entrevistas onde ela pudesse deitar e rolar na sua veia de deboche. A danada imita todo mundo, em menos de meia hora, com total perfeição (perguntem à Sara Silveira, sua vítima mais notável). Ia ser genial assistir uma entrevista descontraída com qualquer personalidade e, na sequencia, reproduzir trechos da entrevista com outro entrevistador e Vanessa imitando o entrevistado. Se o Saturday Night descobrisse ela....

 Adilson Marcelino aproveitou sua viagem a São Paulo e passou o fim de semana entrevistando atrizes, críticas e profissionais de cinema para o seu site premiado MULHERES DO CINEMA BRASILEIRO. Suzana Amaral, Maria do Rosário Caetano, Cristina Amaral e várias outras personalidades do universo feminino foram sabatinadas pelo jornalista mineiro. Olhaí, Rubens Ewald, Marcelo Pestana e Carlos Cirne, isso deveria virar livro da coleção Aplauso !



 Escrito por Carlos Reichenbach às 15h15
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   IMAGENS DA PREMIAÇÃO DISPONÍVEIS

AMIGOS,

QUEM PRECISAR DE IMAGENS DA PREMIAÇÃO PARA OS SEUS ENDEREÇOS, ENVIE UM E-MAIL PARA:

comodoro@olhoslivres.com



 Escrito por Carlos Reichenbach às 16h39
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   A NOITE DOS QUEPES - PARTE 1

Imagens da premiação: Vebis Junior e Lucas Lima

Raimunda Valladares foi a Porto Alegre cobrir o lançamento da revista TEOREMA, se apaixonou por Carlos Thomaz Albornoz e até agora não deu as caras.

 Vanessa Goulart apresentou a cerimônia de entrega dos Quepes do Comodoro ao lado do Comodoro. Vanessa está eufórica: um de seus textos bem humorados (sim, além de atuar e imitar os outros pelas costas, ela escreve e - ao que dizem - muito bem), que foi transformado em roteiro de curta metragem, acaba de ganhar um dos mais recentes concursos para produção. Em 2005, além de ser uma das protagonistas do longa LUCINEIDE FALSA LOURA, ela deverá estar "startando" uma auspiciosa carreira de roteirista.

 O júri oficial "pulverizou" seus votos de Melhor Blogs de Cinema em cinco candidatos. Isso obrigou o Comodoro a exercer o chamado "voto de minerva". Por essa razão, e levando em consideração que dois do blogs já iriam ser contemplados com Quepes de cobre fundido, o Comodoro resolveu atribuir mais três Menções Especiais para os outros tres votados. Na foto, Marcelo Carrard (MONDO PAURA), Francis Wogner dos Reis (representando o editor de ERA UMA VEZ NA PARAÍBA) e Marcelo Miranda (IMPRESSÕES CINÉFILAS).

 

 Fábio Santiago, do blog-roteiro "ACRE INFUSO", veio de Curitiba receber a sua Menção Especial. Merecia muito mais.

  As primeiras grandes homenagens da noite: Hermes Leal (REVISTA DE CINEMA) e Adilson Marcelino (o site MULHERES DO CINEMA BRASILEIRO). Eduardo Aguilar representou Aílton Monteiro (DIÁRIO DE UM CINÉFILO), editor do Melhor Blog de Cinema, conforme o Júri Oficial.

 DR. IGOR, o magnata total das comunicações, foi receber o QUEPE DO COMODORO, de Melhor Blog de Cinema escolhido pelo Júri Popular. Foi imediatamente instado à ver e rever toda a obra de Franco Zefirelli como exercício de tolerância. Igor Paiva é o editor de cinema da NEWS ASSOCIADOS, o blog opinativo e antenado de um grupo de jovens jornalistas. O Comodoro fez questão de homenagear Neusa Barbosa, editora do excelente CINEWEB. Neusa é um dos textos mais sensíveis e inteligentes da crítica brasileira.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 16h27
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   A NOITE DOS QUEPES - PARTE 2

 O CARCASSE foi votado pelo júri oficial, por quatro votos contra um, como o mais ousado, original e inventivo dos sites brasileiros. Cid Vale Ferreira, o editor, e Nagash, que criou todo o atrevido projeto gráfico, disponibilizam para os internautas alguns dos textos mais preciosos da cultura mundial traduzidos para o português. É, indiscutívelmente, o "Favorito Obrigatório", de todos os sites premiados.

 O júri oficial se confraternizou com o Comodoro antes das premiações oficiais serem anunciadas. Infelizmente, o evento não teve condições de trazer André Setaro (de Salvador, Bahia) e João Luiz Veira para São Paulo. Marco Belmonte representou seu primo Estevão Augusto. Lúcia Valentim Rodrigues esqueceu um pouco o centro de São Paulo, do qual é uma militante na luta por recuperá-lo, e foi ao CineSesc ver de perto os editores do blogs e sites em que votou. Paulo Sacramento, que se tornou - nos últimos anos - o produtor mais transgressivo da história do cinema brasileiro, confessou que a tarefa foi mais árdua (no bom sentido) do que esperava.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 15h52
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   A NOITE DOS QUEPES 03

 Os melhores sites de arte, cultura e entretenimento. Em cima,  os editores de SPECULUM, prêmio do Júri Oficial. Em baixo, a equipe de POPPYCORN (o editor não pode vir de Juiz de Fora), mais votado pelo júri popular.

 Os melhores sites de cinema de 2004. Em cima, eleito pelo júri oficial, CONTRACAMPO. Na foto, da esquerda para a direita: Daniel Caetano, Eduardo Valente e Cleber Eduardo. Em baixo, CINEMINHA, o mais popular dos sites de cinema e que, se não houver marmelada, deve ganhar o I-BEST. Na foto, à extrema direita: Rodrigo Capella.

 A equipe do CACHAÇA CINEMA CLUBE baixou inteira em Sampa, para gáudio da platéia, para receber o troféu DESTAQUE DE 2004. Os fãs do Cachaça são tão extremados, que suas justificativas de voto são autênticas declarações de amor ao trabalho "missionário" que os (as) guerrilheiros do curta-metragem brasileiro fazem no Rio de Janeiro. Entre os 14 leitores fiéis do reduto foi a única indicação a ultrapassar mais de dois votos. Sem nenhum exagero, o Cachaça é uma paixão carioca, mas que está virando nacional !

  O Habbibs da rua Augusta juntou depois da 02.30 da madrugada, o maior número de críticos, blogueiros e "siteiros", por metro quadrado, do mundo. Os paulistas recepcionaram seus colegas cariocas, mineiros, gaúchos e paranaenses com muito quibe e cerveja. Até Otávio Moullin, do Pagoda Reburn, veio especialmente do Espírito Santo para assistir a entrega de quepes. Marcus Mello veio de Porto Alegre abraçar os amigos. Daniel Caetano passou a madrugada reclamando que o chope paulista não chega aos pés do Llamas, do Largo do Machado (é que ainda não levaram ele ao Bar do Léo, na Boca-do-Lixo). Valenton trocou o colarinho branco por um "maracanã" de sorvete (daqui a pouco ele se transforma na protagonista de seu último curta-metragem). O Comodoro, Eduardo Aguilar e a produtora Mayra Lucas, os últimos a sairem do recinto, encontraram o sol à pino quando subiram a Augusta, na direção da Paulista. Leandro Caraça estava com tanto sono que quase dormiu por lá mesmo.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 14h40
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   QUEPE DO COMODORO - QUEM GANHOU

PARA SABER QUEM LEVOU O QUEPE PARA CASA.

PARA SABER QUEM VOTOU EM QUEM.

PARA SABER O QUE O JÚRI OFICIAL ACHOU DOS SITES E BLOGUES.

ACESSE:

http://www.olhoslivres.com/premiados2004.htm



 Escrito por Carlos Reichenbach às 08h06
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   É HOJE !!!!!!!!

A NOITE DO COMODORO

 CINESESC 21.30 - Entrega de prêmios aos melhores endereços de cinema na Web.

CINESESC 23.20 - "LOURDES, UM CONTO GÓTICO DE TERROR", de Eduardo Aguilar e "PROFONDO ROSSO", de Dario Argento.

 Saiba tudo sobre o troféu QUEPE DO COMODORO, acessando:

http://www.olhoslivres.com/quepe_do_comodoro.htm

 O troféu QUEPE DO COMODORO foi criado e desenhado pela escultora Elaine Morrone.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 06h27
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   NOVO BLOG NA ARENA

SOLTARAM UM NOVO MONSTRO NO CYBERESPAÇO

MONSTRO DA GARAGEM é o mais novo blog no ar.

O editor é Walner Silvestre, um fã confesso do "cinema extremo".

Vale a pena anexar nos favoritos.

http://monstronagaragem.zip.net/



 Escrito por Carlos Reichenbach às 12h15
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   O DESENCANTO DE UM CINEASTA INSURRETO - PARTE 1

 A ENTREVISTA DE EDGAR NAVARRO PARA JORNAL "A TARDE"

 (por sugestão de uma postagem de André Setaro, para a lista de discussão Infancinéfilos)

 Ceci Alves (Especial para 'A Tarde')

 O diretor baiano de cinema Edgard Navarro, a princípio, não queria dar entrevista: "Eu estou despongando do cinema. Por isso, não quero falar dele", justificou.
 A afirmativa era grave. Edgard - engenheiro civil aposentado - dedicou a vida à Sétima Arte. E, quando finalmente pôde fazer seu primeiro longa-metragem, foi acometido por um surto de desilusão. Tudo por conta das pressões que sofreu do mundo real para colocar o filme Eu Me Lembro na lata.
 "Esse mundo do CNPJ me assusta, sou angustiado, neurótico. Não quero dar minha alma para Satanás, que para mim é o dinheiro, a chapa branca", diz Navarro, se declarando incapaz de produzir uma obra artística para um mercado "que suga o sangue do diretor".
 Desiludido, mas com a verve de sempre, o polêmico e irreverente autor do genial média-metragem Superoutro, que arrebatou os principais prêmios do Festival de Gramado à época de seu lançamento (1989), finalmente aceitou falar pessoalmente de Eu Me Lembro e do fazer cinematográfico. E, brincando com as palavras, diz por que vai abandonar o "bonde andando" do cinema nacional - aquele que está sempre sendo retomado - na entrevista que segue.

 A TARDE - Você diz que está "despongando do cinema". O que significa essa afirmação? O bonde vai andar sem você?
 Edgard Navarro - Estou despongando porque eu perdi. Porque, se é verdade que os rápidos vão engolir os lentos, eu sou lento, e gosto de ser lento. Estou despongando do cinema porque a minha vida inteira - tenho 55 anos - tentei fazer as coisas de uma forma correta, transgredindo apenas nas metáforas e na criação, e a coisa não andou como eu esperava. O menino se transformou num homem que, para fazer cinema, teve de fazer muitas concessões. Passei dois anos esperando verba para finalizar algo que filmei em 2002 (N.R.: Eu Me Lembro, longa que ganhou o primeiro edital de produção de cinema do governo do Estado) e, só dois anos e meio depois, vou finalizá-lo, por não estar próximo a uma plêiade, ao jet set, a um star system, aos globais que fazem e que decidem o cinema nacional. Não tenho esse perfil, talvez porque sou feio, pobre, nordestino, que tem que vestir a beca, e não só vestir a beca, mas também conhecer fulano, ser apadrinhado... Eu não tenho esse savoir-faire. Eu desagrado. As pessoas não vão me convidar para uma festa porque sabem que sempre vou dar um peido, ou falar um palavrão impublicável, ou dizer, na minha ousadia ingênua, que o rei está nu.
 Você não acha que isso é entregar os pontos depois de ter nadado até a praia?
 Fiz o (média-metragem) Superoutro em 87/89 e consigo, 15 anos depois de um trabalho renitente, escrevendo muitos roteiros, tentando vários concursos e sem passar em nenhum, fazer meu primeiro longa-metragem. E, cá estou eu, 20 anos depois, me esforçando (ainda) para terminar meu primeiro longa-metragem. É frustrante. Então, acabou esse tempo, é hora de parar e fazer algo que valha a pena e não custe tanto. Para quem deu certo e consegue fazer essa ponte da poesia com o real - falo também do real moeda - só tenho admiração. Eu não dei certo.
 Você atribui o seu fracasso a alguma coisa, do tipo (falta de) políticas públicas na Bahia, ao destino, à sorte...?
 Não há política do audiovisual na Bahia, nem no Brasil. Por isso, não consegui continuar fazendo filmes depois de Superoutro. Isso é uma coisa perversa e representa, na Bahia, a hegemonia de um grupo que está aí há 30 anos boicotando o Estado, e que não fez, em termos do audiovisual, uma política crível. Se não, eu, cineasta baiano, teria grana para estar fazendo um próximo filme. Se não, depois de Superoutro, eu teria feito O Homem Que Não Dormia, que foi o roteiro que escrevi logo depois, e, quem sabe, hoje, eu não teria que despongar. Mas eu também faço um mea culpa: Superoutro tinha 45 minutos. Será que se ele tivesse o formato de consumo do mercado - mais 15 minutos, ou se fosse até de uma hora e 20 minutos - poderia ter conseguido sucesso e, assim, hoje, teria dispensado ser beneficiário político de um governo que "incentiva" o audiovisual? Quem sabe, então, O Homem Que Não Dormia poderia ter rendido um fundo de investimento para novos cineastas, já que eu estaria no meu mar, dialogando com Pedro Almodóvar e com os de minha geração. Mas não fui testado para as multidões, como Almodóvar, Caetano e Gil. Me sinto frustrado. Fui esmagado.
 Por que despongar só agora, então?
 Eu não faço as concessões que fiz ao entrar num projeto de um longa que ganhou R$ 1 milhão, atrelado a contratos com empresas que representam o filme, que é controlado de todas as formas pelo financiador - pelo Estado -, que quer ver as exigências cumpridas. E ainda tem as exigências do mercado, de ter que fazer sucesso, de ter que arrasar nos festivais. Eu tô muito angustiado com esse babado todo, com essa politica que não responde. Quero despongar do cinema tal como ele é feito, com todo esse aparato técnico, com um orçamento de R$ 6 milhões. Desisto disso.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 12h03
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   O DESENCANTO DE UM CINEASTA INSURRETO - PARTE II

  Não há chance de volta?
 Se Eu Me Lembro me tornar uma grife, e os produtores correrem atrás de mim com tempo e dinheiro, eu volto. Sem pensar em números, sem estar preocupado com dinheiro, ou seja, tentar dialogar com Satanás de uma forma interessante, inteligente, temperada.
 Enquanto isso não acontece, o que você vai fazer da vida?
 Quero me despir e ficar nu que nem o rei, fazer vôos alternativos. Acordei para a câmera digital, quero pegar uma e sair filmando, usar a música que quiser sem ter que estar atrelado à indústria fonoaudiovisual. Desisto de ser um homem do playground, quero ser do underground. Essa é uma alternativa existencial, porque não tenho muito tempo de vida. Quero dedicar esses últimos 30 anos que tenho para o amor verdadeiro, para as coisas reais. Não quero mais concorrer a editais, atravessar espinhos, pântanos, para chegar à terra prometida.
 Você recebeu R$ 1 milhão do governo do Estado para fazer seu filme. Isso faz cinco anos, e você ainda não terminou seu filme. Por conta disso, correm muitos boatos, de que você e/ou a empresa produtora não soube (souberam) administrar esse dinheiro, que vocês estouraram o orçamento, e que, por causa do atraso de Eu Me Lembro, não houve edital para cinema e vídeo do Estado em 2003. O que você acha dessa boataria?
 O governo não fez edital porque não quis! O filme não estava - como não está - concluído, mas, em termos formais, para as exigências do edital, nossa tarefa estava cumprida, e no prazo que eles estipularam. Exibimos o filme numa versão dada como finalizada, como foi exigido à (produtora) Truk, em fevereiro de 2003. Por que não fizeram concurso por nossa causa, se eles deram à Truk a última parcela que faltava do financiamento do filme, a tal parcela do filme pronto? Eles usaram isso como pretexto.
 Por que Eu Me Lembro está demorando tanto de ser finalizado?
 Tive que parar o processo porque não tinha mais grana.
 Tive que reduzir o número de seqüências durante a filmagem, de 120 para 83, também por conta do orçamento apertado. Mas isso não refletiu na qualidade do filme. Pré-editamos, paramos alguns meses, retomamos, para enxugar a edição, e, aí, paramos de vez, porque não tinha como continuar. Parou de vez em 2003, até hoje. Mas já exibimos em vídeo, na Sala Walter da Silveira, em maio desse ano, o que me deixou aliviado.
 Por que o alívio?
 Porque convivi muito tempo com o filme sem saber como iria bater nas pessoas. Quando bateu e a recepção foi positiva, calorosa, vi pessoas rindo e chorando, se emocionando, eu disse: 'Meu Deus, o filme funciona! Aí, é só alegria. Não consegui dormir naquela noite, de alegria incontida. Estou muito satisfeito com o resultado final, mesmo com todas as dificuldades de produção. É meu filme e funcionou, apesar de todos os problemas.
 E o que falta agora, para ele sair da lata para a tela?
 Falta a edição de som, o pagamento de direitos autorais das músicas (que compõem a trilha), a criação e gravação da música original - que pedi ao Caetano (Veloso) para fazer -, mixagem e laboratório, que é a parte mais cara. Depois de tudo isso, tenho que parar de novo e esperar outra verba, a de lançamento, para fazer cópias, cartaz, mídia... Mas, estando pronta a primeira cópia, posso não lançar o filme comercialmente, passá-lo em festivais, ganhar notoriedade e, aí, ter verba de lançamento.
 É verdade que uma das coisas que estaria atrasando a saída do filme seria o pagamento dos direitos autorais da trilha?
 Estou tentando liberar o direito autoral de mais de 30 músicas. São fonogramas caros para o filme, tanto em dinheiro quanto em memória. Isso vai ter que ser negociado com as editoras, e só uma determinada empresa está cobrando US$ 3,5 mil música de importância terciária ao filme. São quatro as músicas importantes: as duas mais são Luzia Luluza, de Gilberto Gil, e Shine On You Crazy Diamonds, do Pink Floyd. Depois vem O Que Foi Feito de Vera, de Milton Nascimento, e A Day In The Life, dos Beatles. Estamos em negociação.
 Fale um pouco mais de seu filme.
 Eu Me Lembro é um filme de memória. É a visão de um personagem inspirado em mim, abrindo um universo que abriga minha geração. Nele, eu trabalho coisas que me aconteceram, condenso fatos, acrescento coisas que aconteceram com outras pessoas, dou cores fortes em alguns momentos. Trabalho a tensão dramática como um ourives. Eu trabalho a anatomia do drama no filme com minha veia manipuladora dos fatos, da realidade. São 20 anos - de 1954 a 1974 - em 100 minutos.
 Então você passeia por dez anos de ditadura. A política é um aspecto importante no filme?
 O aspecto político daqueles anos aparece, apenas, como pano de fundo do filme. Esse eu do título é um eu poético que criei para representar a mim mesmo e à minha geração. Encaro isso de autobiografia como um carma, um exorcismo.
 Como é voltar a filmar?
 Tenho pânico de estar com uma equipe, com equipamentos caros e grana para financiar esse exército todo, com o taxímetro rodando. É muito para mim. Trabalho sob estresse violento, não fico nada confortável.
 Vinte anos é o tempo de uma geração. É o fechamento de um ciclo?
 Estou virando a página, encerrando esse ciclo e começando uma vida nova. Acabou o cinema, não quero mais dar murros em ponta de faca. A criação de Eu Me Lembro, por exemplo, já foi. Ficar cinco anos assim, sem terminar, dá uma sensação de atraso. Cinema é um atraso de vida.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 11h58
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