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REDUTO DO COMODORO - o Blog de CARLOS REICHENBACH - comodoro@olhoslivres.com |
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ELA NÃO QUER MAIS CRITICAR
A CINÉFILA SE DESPEDE

Ela tem 16 anos, mora em Natal- RN, e se chama Samantha Ovídio. Seus filmes de cabeceira são: Um Lugar Chamado Notting Hill, Uma Linda Mulher, Moulin Rouge, Matrix, Noiva em Fuga, Amor à Segunda Vista e outros.
Mas não é por seu gosto tão "eclético" que Samantha chamou a atenção do Comodoro, mas por ter escrito uma das despedidas de Blog mais intrigantes já postadas por estas plagas.
Adios!
Quando eu abri o Sou Cinéfila, tinha a intenção de aprimorar minha escrita e adquirir conhecimentos cinematográficos. Em relação à escrita, acho que melhorei um pouco, mas ainda não cheguei onde quero; quanto aos conhecimentos, aprendi algumas coisas, mas não quero aprender mais. Cheguei a uma conclusão: eu era mais feliz. Não estou dramatizando, é um fato. Antes eu assistia aos filmes simplesmente por assistir, sem a menor pretensão, queria apenas me divertir. Hoje eu vou e fico com a antena ligada, atenta a qualquer coisa, pensando como vou escrever sobre aquilo. Eu quero desligar o cérebro definitivamente. Não sei se fechar (é, eu vou fechar) o blog será suficiente pra me fazer voltar ao normal, mas tomar essa atitude já é alguma coisa. Só quero voltar a ser Samantha Ovídio, louca por filmes, que só assiste pra se divertir, que tem pena de dizer que é ruim porque pensa no trabalho que deu pra fazer aquilo, que acha qualidades onde os outros só vêem defeitos, que ama comédias românticas, que morre de medo de suspense, que gosta muito de drama e adora um cinema pipoca (eu gostava mais deste). Foi muito bom todo esse tempo, pouco tempo, mas o suficiente pra gerar uma boa discussão e fazer vários amigos. Obrigada a todos pelas quase 1000 visitas e pelos vários comentários. Posso voltar um dia? Acho improvável.
 Pela estupenda sinceridade a visita ao endereço da ex-blogueira é quase obrigatória:
http://www.soucinefila.blogger.com.br/
Escrito por Carlos Reichenbach às 14h28
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POLÊMICA EM FESTIVAL
- ESCOLHA DO REACIONÁRIO VARGAS LLOSA, PARA PRESIDENTE DO JÚRI OFICIAL DO FESTIVAL DE SAN SEBASTIÃO 2004, GERA POLÊMICA NA AMÉRICA DO SUL-

Segue abaixo a carta do senhor Jorge Coscia, Presidente do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales, INCAA.
Buenos Aires, 9 de setiembre de 2004.-
Estimados colegas: Adjunto a la presente quiero hacerles llegar la carta que le enviara al Sr. Director General del Festival de San Sebastián Don Mikel Olaciregui, motivado por la designación del Sr. Vargas Llosa como presidente del jurado de la 52° edición de dicho Festival y por la nota que refiere a las públicas posiciones del Sr. Vargas Llosa en contra de la Excepción Cultural, como se puede apreciar en el artículo publicado el día 31 de julio de 2004 por el diario "La Nación". Sin otro particular, les saludo atentamente. Jorge Coscia Presidente INCAA
Buenos Aires, 7 de setiembre de 2004.-
Señor Director General del Festival Internacional de Cine de San Sebastián Don Mikel Olaciregui
Estimado Mikel:
El pasado viernes 3 recibimos la información que detalla la lista de los miembros del jurado de la edición N° 52 del Festival de San Sebastián que Ud. dirige.
El sábado 31 de julio de 2004, salió publicada en el diario argentino "La Nación" una nota titulada "Razones contra la excepción cultural" firmada por el escritor peruano Mario Vargas Llosa. La misma reafirma las reiteradas opiniones reaccionarias y neoliberales del ex candidato y perpetuo defensor de los intereses que han sumido a millones de latinoamericanos en la pobreza y la exclusión.
Adjunto la nota mencionada que por sí sola reafirma mis argumentos, y por ello no pude menos que sorprenderme ante la designación del Sr. Vargas Llosa como presidente del jurado del Festival de San Sebastián.
La activa militancia del Sr. Vargas Llosa en contra de la Excepción Cultural y de su producto más deseado, la diversidad cultural, no puede sino contrastar con la difícil lucha por sobrevivir de las cinematografías europeas e iberoamericanas.
Basta con leer el artículo para comprender que su rol como jurado de nuestra producción audiovisual equivale a poner al zorro para que cuide el gallinero.
Sin los subsidios ni la excepción que Vargas Llosa tanto critica, el Festival de San Sebastián no contaría con las tres películas argentinas en competencia que el Sr. Llosa, por otra parte, deberá juzgar desde su inmerecido aunque honroso cargo.
Expreso desde ya mi más sincera preocupación y recomiendo, para compensar los argumentos falaces y tramposos del Sr. Vargas Llosa, la lectura de la Revista Raíces, y especialmente el reportaje a Manuel Pérez Estremera que reinvidica "el tema de la excepción cultural y su necesidad para las industrias culturales europeas".
Es sorprendente que el presidente del jurado de un festival realizado con fondos resultado de políticas públicas sea el enemigo más acérrimo de esas políticas y de los funcionarios que garantizan la realización y la presencia de tantas películas (incluidos veinte filmes argentinos) que reafirman al próximo Festival de San Sebastián como el gran evento europeo e iberoamericano de la diversidad cultural.
Aún no ha comenzado el querido festival y ya el presidente de su jurado califica de alharaca que Francia y España (al igual que Argentina) hayan adoptado la política de excepción cultural, tratando de burócratas a quienes han promovido esa valiente decisión.
Define como libertad de "abrir puertas y ventanas" al escandaloso "dumping" que excluye nuestros productos audiovisuales de nuestros propios mercados.
Mi sorpresa es aún mayor ante semejante desprecio a las políticas públicas y a las personas que hacen posible un festival como el que Ud. dirige.
No podía dejar de señalar todo lo antedicho sin reconocer que tanto para mí como para la institución que presido, lo esencial es reconocer el valor y la importancia de nuestra colaboración creativa y constructiva con el cine español, su industria y el magnífico evento donostiarro que Ud. conduce. Valoramos también el lugar que desde su dirección se lo ha dado a nuestro ci ne.
Tome entonces estas líneas como la apasionada y sincera opinión de un realizador (que hoy preside el INCAA) comprometido con la fructífera promoción de nuestro cine y sus artistas.
Sin otro particular, aprovecho para saludarlo con mi más sincero afecto.
Jorge Coscia Presidente INCAA
Escrito por Carlos Reichenbach às 21h19
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UNDENBERG & SCARGOTS 02
A CRÍTICA MINEIRA ABONA "GAROTAS DO ABC"
Marcelo Castilho Avellar, um dos mais conceituados e atuantes críticos de cinema do Brasil, assim sintetizou hoje, no jornal O ESTADO DE MINAS, a sua análise de um certo filme:
“Garotas do ABC”, do diretor Carlos Reichenbach, é a nova obra-prima do cinema brasileiro.
Para ler o texto completo da crítica, visite o site do jornal:
http://www.cinemauai.com.br/
SESSÃO RARÍSSIMA E EXCLUSIVA,
PARA OS CARIOCAS,
NO SÁBADO, DIA 18
CASA FRANÇA-BRASIL Rua Visconde de Itaboraí 78, Centro - 2253-5366 18 DE SETEMBRO SÁBADO 18 horas
ENTRADA FRANCA (senhas distribuidas meia hora antes da sessão)

O argumento e trilha sonora deste filme são de CARLOS REICHENBACH. O roteiro foi escrito em parceria com o diretor Claudio Cunha.
Mais informações em:
http://malditosfilmesbrasileiros.blogspot.com/
Picilone cinema & desencanto
Um novo e ótimo blog dedicado a cinema foi anexado a lista de preferidos do Comodoro.
Seu editor, Daniel De Bonis, foi aluno de Inácio Araújo, no tradicional curso de crítica cinematográfica da já mítica rua Aureliniano Coutinho, em São Paulo.
http://www.picilone.blogger.com.br/
O COMODORO NA REVISTA APLAUSO
Mais um endereço obrigatório no Reduto: o da revista gaúcha APLAUSO, que agora conta com a colaboração crítica do nosso "astrolábio fílmico" Marcus Mello.

No site da revista, esta semana, o lançamento de GAROTAS DO ABC em Porto Alegre.
http://www.aplauso.com.br/site/portal/detalhe.asp?campo=62
No número mais recente da revista APLAUSO, Marcus Mello analisa "os impasses do Festival de Gramado":
http://www.aplauso.com.br/site/portal/template.asp?secao_id=8
REVISTA DIGITAL CARCASSE
INCREMENTA NOVA SESSÃO DE CINEMA
Chama-se PHENOMENA a nova sessão de cinema da revista digital CARCASSE, dedicada à chamada "arte obscura".
No comitê de redação da sessão destacam-se os nomes de experts como Carlos Primati e Laura Canepa.
http://www.carcasse.com/revista/
http://www.carcasse.com/revista/phenomena/
Escrito por Carlos Reichenbach às 19h23
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SESSÃO DUPLA EM PORTO ALEGRE
Mais uma dos comodoros Marcus Mello e Carlos Thomaz Albornoz.
BRUXAS INVADEM A SALA P. F. GASTAL
O projeto "Raros" da Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro - 3° andar) tem nesta sexta-feira, dia 17, um programa especial, fazendo pela primeira vez uma sessão dupla exibindo dois filmes de culto da década de 70 que têm em comum entre si o tema da bruxaria: o mexicano Alucarda, dirigido por Juan López Moctezuma em 1975, e a produção inglesa O Uivo da Bruxa (Cry of the Banshee), dirigida por Gordon Hessler em 1970. Em razão de ser um programa duplo, a sessão do "Raros" vai iniciar excepcionalmente mais cedo, às 20:30, e não às 21 horas, como de costume.

Redescoberto recentemente pelos fãs dos filmes de terror, o mexicano Alucarda é assinado por Juan López Moctezuma, ex-assistente do diretor Alejandro Jodorowsky (de quem o "Raros" já exibiu El Topo e Fando y Lis). O filme mostra a estranha amizade de duas jovens, Justine e Alucarda, cujo relacionamento passa a destruir as vidas daqueles que estão à sua volta. Produção bizarra, que se filia à larga tradição de filmes de terror mexicano, Alucarda tem entre seus inúmeros fãs o diretor Guillermo Del Toro, de A Espinha do Diabo e Hellboy.

Com o mítico ator Vincent Price no elenco, O Uivo da Bruxa nunca foi lançado no Brasil, muito provavelmente por suas violentas seqüências de tortura, um tema tabu na época (o Brasil vivia o auge da ditadura militar). Ambientado na Idade Média, o filme traz Vincent Price interpretando um inquisidor cuja principal diversão é encontrar bruxas e torturá-las até a morte. O Uivo da Bruxa impressiona pela sua violência, pelos cuidados de produção do diretor Gordon Hessler (desde os créditos de apresentação, assinados pelo futuro diretor Terry Gilliam, até a direção de arte, que procura reproduzir a atmosfera dos quadros do pintor Brueghel) e pelo seu assustador final.
Ambos os filmes serão exibidos em DVD, com legendas em espanhol. A sessão será comentada pelo jornalista Thomaz Albornoz.
Alucarda. México, 1975. Dirigido por Juan López Moctezuma. Com Claudio Brook, Tina Romero e Susana Kamini. Colorido. Duração: 74 minutos.
O Uivo da Bruxa (Cry of the Banshee). Inglaterra, 1970. Dirigido por Gordon Hessler. Com Vincent Price, Hugh Griffith, Essy Persson e Elisabeth Bergner. Colorido. Duração: 91 minutos.
Escrito por Carlos Reichenbach às 01h35
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