REDUTO DO COMODORO - o Blog de CARLOS REICHENBACH - comodoro@olhoslivres.com
   O EFEITO SANTA SANGRE

JODOROWSKY & FAMÍLIA POR MARCUS MELLO

 Marcus Mello, editor da revista de cinema TEOREMA e respondável pela programação da sala P.F.Gastal, de Porto Alegre, uma das pessoas que estimulou a criação das Sessões Duplas do Comodoro, inspiradas na concorrida sessão mensal nominada de "Raros" (programada por Mello, em parceria com Carlos Thomaz Albornoz, owner da lista de discussão Cainbal Holocausto) ficou empolgado com o afluxo de cinéfilos antenados na quarta-feira, no CineSesc de São Paulo e enviou para o Comodoro o  e-mail onde narra o último de seus recentes encontros com Alejandro Jodorowsky.

 Alejandro Jodorowsky fotografado por Marcus Mello.

 Carlão,
 Para comemorar o sucesso do Santa Sangre na primeira das Sessões do Comodoro, estou te mandando umas fotos feitas no final de abril, durante o lançamento de um livro de poemas do Alejandro Jodorowsky, que participou de um debate com o público ao lado dos filhos Brontis (o garotinho de El Topo) e Axel Jodorowsky (que faz Fenix, o protagonista de Santa Sangre).

 Na foto: Axel Jodorowski (que, na verdade, se chama Cristobal), o menino mágico do filme SANTA SANGRE, hoje.


 Era um evento organizado no Centro Cultural do México, em Paris, pelo mesmo amigo mexicano que me levou à sessão de tarot com o Jodorowsky, o que também me garantiu o convite para um coquetel que rolou após o debate, onde pude falar mais de perto com a ilustre família. Do coquetel, saímos  todos (menos papai Jodorowsky), para um bar, onde encontramos o irmão mais novo deles, Adan, e depois fomos jantar em um restaurante (mexicano, por supuesto).
 Foi super bacana, porque deu para saciar um pouco da minha curiosidade em relação ao "universo Jodorowsky". O Axel (Fenix) atualmente aguarda, junto com seus irmãos Adan e Brontis, que o Jodorowsky finalmente rode
Los Hijos del Topo, a tão longamente anunciada seqüência do clássico El Topo. Na ocasião, perguntei ao Jodorowsky se o filme afinal sai ou não sai. Ele garantiu que sim, em digital. Disse que não fez o filme até hoje porque todos os produtores interessados no projeto exigiam atores conhecidos no elenco, e ele não abre mão de fazer Los Hijos del Topo com seus três filhos (com quem excursionou por toda a Europa há uns dois anos com o espetáculo teatral Ópera Pânica). Agora, com as facilidades do digital, vai finalmente poder fazê-lo do seu jeito, sem se preocupar com as imposições dos produtores. Disse que nunca ganhou um centavo com cinema na vida. Nenhum de seus filmes é seu. Durante mais de 20 anos brigou na justiça com um de seus produtores (se eu não me engano é um tal de Rosenberg), para tentar recuperá-los. Nesse tempo, toda vez que viajava, levava matrizes de seus filmes, para entregá-las aos piratas do lugar. Foi isso que garantiu a sua difusão e assim foi amealhando fãs de seu cinema pelos quatro cantos do mundo.  Jodorowsky contou também que há alguns anos ele e seu produtor se encontraram por acaso em um festival de cinema, se olharam, começaram a rir e finalmente se abraçaram, um pedindo desculpas ao outro. Logo depois, o produtor teria retirado todos os processos que tinha contra o Jodorowsky, que disse não haver nada mais belo na vida do que fazer as pazes com um inimigo. Sobre a família ainda, havia um quarto filho, Teo Jodorowsky  (o cafetão de Santa Sangre), que tinha problemas sérios com drogas e acabou cometendo suicídio. Isso provocou um grande trauma familiar, aliás. Inclusive a relação do Brontis com o pai é bastante tensa. Filho mais velho, hoje é ele é um conceituado ator de teatro na França, tendo trabalhado com diretores importantes como Irina Brook e Ariane Mnouchkine, do famoso Thêatre du Soleil.  É um homem lindo, com pinta de galã mesmo, e tem um  jeito meio atormentado, bem adequado ao filho de um maluco como o Jodorowsky. Agora, maluco mesmo é o Alex. Ele estava travadíssimo (parecia  ter cheirado todas), fala pelos cotovelos e é super cinéfilo. Adivinha qual o filme preferido dele? Mulholland Dr., do Lynch, que atualmente também é o meu. Fiquei até de mandar para ele um texto que escrevi sobre o filme, mas acabei não o fazendo, porque acabo ficando meio tímido com celebridades.
 Mas falando sobre o Santa Sangre, tu não achas que o filme tem muito a ver com o Spider, do Cronenberg, embora muito mais excessivo na sua exploração dos labirintos de uma mente esquizofrência, abalada por um trauma de infância  (em ambos os casos, é a morte da mãe que marca o início da derrocada dos personagens)? Toda aquela atmosfera delirante do circo me lembra também o Freaks, do Tod Browning. E o que é a cena do passeio noturno dos internos com Síndrome de Down?  E a atriz que faz a mãe enlouquecida do Fenix?  Dizem que ela é uma espécie de Fernanda Montenegro do México. Já trabalhou até com o Ruy Guerra (Erêndira), e também com o Alex Cox (Walker) e o Ripstein (Principio y Fin, La Reina de la Noche).

Um abraço,
 Marcus

 P.S. Que legal que a próxima sessão será com o Incubus. Este foi um dos  nossos Raros mais bizarros, porque o Thomaz inventou de convidar um "demonólogo" para auxiliá-lo no debate. O cara tinha participado de um reality show fracassado na Globo e, perto dele, o Axel Jodorowsky parece um filósofo cartesiano.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 22h44
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   A NOITE DO COMODORO I

SE VOCÊ NÃO FOI, VOCÊ PERDEU

 Mas elas também perderam porque não foram à sessão inaugural do Comodoro.

 A Câmara de Horrores do Dr. Reichenbach informa: 

 Gostaria de agradecer a presença maciça dos fiéis na noite inaugural das SESSÕES DUPLAS DO COMODORO, que para nossa surpresa lotou o CINESESC em ambas as sessões, com gente sentada no chão (eu, inclusive).
 Para os que não puderam ir eu informo que os dois filmes foram aplaudidos no final (como se o diretor estivesse presente); obviamente, com certa vantagem para SANTA SANGRE, que deixou o público estupefacto e maravilhado. A seqüencia das mulheres assassinadas pelo mágico enlouquecido saindo dos seus túmulos é uma das mais belas e bizarras da história do cinema mundial e se inspira diretamente em quadros de Fernando Arrabal e Paul Delvaux.
 Nada como um dia atrás do outro.
 Há mais de oito anos atrás SANTA SANGRE passou na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com a presença do Axel Jodorowski (o garoto do filme e o filho de Alejandro) na platéia. Oitenta por cento do público saiu antes da metade do filme. Dr. Luiz Ribas, o psiquiatra de São Carlos, cinéfilo, dvdmaníaco, meu conselheiro em DVD e grande amigo de Walter Hugo Khouri, que esteve com Axel durante toda a sua estadia em São Paulo, contou que o garoto chorou com a reação negativa da platéia. Ontem à noite ninguem saiu da sala e no final foi uma consagração, como se Jodorowski estivesse na platéia. Só à guisa de informação: Marcus Mello praticamente acertou a vinda de Jodorowski para o ano que vem ao Brasil, trazendo a filmografia inteira para ser mostrada ao público brasileiro (esperamos que não se restrinja à Porto Alegre).
 A sessão de CANIBAL HOLOCAUSTO começou às 23.45 com sala lotada e também com gente no chão; umas duas ou tres pessoas sairam durante a projeção, incomodadas com a cenas dos animais sendo sacrificados em cena. No desfecho irrascível a platéia nem respirava; quando o cinegrafista morre de olho aberto em primeiro plano e a catarse de violência termina, as pessoas pareciam respirar aliviadas. Os aplausos minguados no final pareceram mais de alívio do que de entusiasmo.
 No final, mais de quinze pessoas vieram me agradecer a sessão; mas era ao Zakir que eles deveriam agradecer.
 Juro que não dá para entender porque ninguem ainda comprou os filmes de Jodorowski para o Brasil !!! Em alguns momentos, Jodo parece um Emir Kusturica mais latino e trash (no melhor sentido de quem não se leva tão à sério).
 Espero senceramente que na próxima sessão, dia 04 de agosto, os amigos e fiéis acolham com a mesma curiosidade e espectativa o magnífico filme INCUBUS, a obra amaldiçoada e derradeira de Leslie Stevens, falado em esperanto e espetacularmente fotografado por Conrad Hall. O segundo filme será uma surpresa!



 Os desenhos acima são de Fernando Arrabal, em parceria com os artístas plásticos L. Arnaiz e R. G. Crerps, realizados para o livro "Fêtes et Rites da la Confusion", manancial assumido de Jodorowski para a concepção de SANTA SANGRE. Acho que é possível detectar de onde sairam aquelas imagens impressionantes das vítimas do mágico saindo dos túmulos e a fixação de ambos (Arrabal e seu discípulo Jodorowski) por aves de rapina.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 22h59
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   A NOITE DO COMODORO II

VIDA SOCIAL

 As fotos do "Capitão de Fragata" Vebis Pacino Junior não deixam mentir. As duas sessões do CineSesc bombaram. O próprio Comodoro levou um bruta susto quando chegou no cinema, uma hora antes, e viu a fila que subia a rua Augusta. Em prmeiro plano, de braços cruzados esperando uma nova liberação de senhas, Marcel Izidoro.

  O Comodoro agradeceu em público o suporte dado por Luiz Alberto Zakir e o cine Sesc às Sessões Duplas. Na platéia, em destaque: Gustavo Ribeiro, Gustavo Brandão, Daniel Chaia & Carol, Diogenes e Leandro Caraça muito bem acompanhados (ou é ilusão de ótica?).

 Pousando para a posteridade: o Comodoro, Cristina Amaral, Cid Vale Ferreira, Ulisses Tramarin, o fescenino Diógenes D´Amato, o Comodoro (outra vez!), Francisco Mosquera, Lilian, o Capitão de Fragata e, "last but not least" a devastadora Naná Hartz, p´ra lá de Bagdá, em outra paragem....



 Escrito por Carlos Reichenbach às 22h31
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   A NOITE DO COMODORO III

COLUNA SOCIAL

Na sala de espera, entre um filme e outro, Sergio Alpendre (com o rosto cortado), Guilherme Martins, Allan & Francis Wogner, Francisco Mosquera, Cid Vale Ferreira , Laura Canepa, Ulisses Tramarin, a cabeça de Diógenes, o Comodoro, Carlos Eduardo Nogueira, Ruggero Ruschioni, Paulo Sacramento, o Comodoro (novamente) e a "filha do delegado" Gabi Ribeiro.


Alguns espectadores reclamaram das risadas fora de hora de uma parte do público presente ao CineSesc. O Comodoro tem uma posição muito clara sobre isso:
"O Jodorowski tem mais senso de humor do que se pensa. Eu sempre enxerguei ele como um Emir Kusturica  (a música, as cores, o veio cigano,o ruído, o circo) latino e com a vantagem de não se levar tão à sério quanto o servo-croata (que ao contrário de Jodo, faz filmes chatos). Em EL TOPO, os bandidos enrabando (literalmente) os chicanos covardes não me parece que seja para levar à sério.... Aquela mulher sem braços, também não é para ser levada à sério. Se levar à sério a seqüência dos meninos com síndrome de Dawn cheirando cocaína, então o Jodorowski é um filho da puta e tem que ir para a cadeia!
 A genialidade do Jodorowski está justamente em saber trabalhar nos limites máximos do ridículo, do bizarro e do blasfemo. Uma das babaquices que eu ouvi ontem foi alguém reclamando que o filme é narrativo demais no desfecho (esse cara deve gostar do Zulawski). Porra, a extrutura do filme é de "pocket book" de horror chicano. Parece literatura de cordel (aliás, não percam no ANIMA MUNDI, o curta metragem A MULHER QUE DANÇOU DEPOIS DE MORTA, de Ítalo Cajueiro - uma obra prima).
 Por outro lado, as risadas em ambos os filmes me pareceram muito mais de aflição do que achando graça....
 Em Tempo: no dia em que eu não puder me esborrachar de rir vendo A MEIA NOITE LEVAREI SUA ALMA eu deixo de adorar Mojica Marins.
 Em Roterdã, na primeira retrospectiva de David Cronembreg em um festival internacional, eu quase fui expulso da sala porque quase me mijei de rir assistindo RABID (Enraivecida). Naquele momento, o que me deu foi raiva daquele publico blasê que estava levando à sério um dos filmes mais debochados que eu vi na vida. Marilyn Chambers com um pinto debaixo do braço querendo abraçar todos os homens que apareciam na frente dela, foi uma das coisas mais hilárias (e geniais) que eu vi na vida.
 Cada um reage como quiser numa sala de cinema, desde que não encha o saco dos outros (como falar alto e/ou no celular, pegar na perna ou na bunda do vizinho, roncar, peidar, etc); e, não precisa ser intelectual para isso...

AGUARDEM, DIA 04 DE AGOSTO




 Escrito por Carlos Reichenbach às 01h43
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   AMANHÃ

PRÉ-ESTRÉIA

 Em primeira mão para o Reduto, uma foto de still do filme internacional "MARLENE DE SOUSA", do cineasta italiano Tonino de Bernardi, autor dos magníficos "Pequenos Horrores" (Piccoli orrori - 1994) e "Apaixonadas" (Appassionate - 1999), ambos exibidos no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

 A protagonista de "MARLENE DE SOUSA" é Betty Faria e o filme (que acaba de ser mixado) foi escrito, por Tonino de Bernardi, especialmente para a atriz.

 A estréia deverá ocorrer num dos próximos grandes festivais europeus.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 18h49
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   ONTEM

PRECOCIDADE

 Eleonora Reichenbach há mais de doze anos atrás já respeitava o cinema de Samuel Fuller.

 Filha de fulleriano, sabe como é.......



 Escrito por Carlos Reichenbach às 18h21
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   ESQUECERAM COLE PORTER

AS 100 MELHORES CANÇÕES DO CINEMA. OU NÃO?


 Em matéria imperdível publicada hoje, domingo 04 de agosto, no Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo, o  jornalista Ruy Castro avalia a absurda lista do AMERICAN FILM INSTITUTE, onde não desponta nenhuma música de Cole Porter, o maior compositor de canções para o cinema da história.

 É simplesmente ofensivo ver constar em 55o. lugar, a medíocre "Flashdance... What a Feeling" (de Flashdance, 1983) e não vislumbrar entre as 100 mais clássicos incontestáveis como: "Night and Day" (A Alegre Divorciada -1933), "Begin the Beguine" (Melodia da Broadway - 1940), "True Love" (Alta Sociedade - 1956) e/ou "I Love Paris" (Can-Can - 1953).

 Pior ainda, em 14o. lugar aparece a medíocre "My Heart Will Go On" (de Titanic, 1997), enquanto nem foram citadas obras-primas como "With a Song in My Heart", "My Funny Valentine", "Blue Moon", Embraceable You", "The Man I Love", "Young and Heart", "All the Way", Three Coins in the Fountain", "I Only Have Eyes for You", "Lullabay of Broadway", "Serenade in Blue", "You´ll Never Know", "I´ll See You in My Dreams", "Ebb Tide" e a pouquíssima lembrada (e revolucionária) "Midnight on the Cliffs" (composta por Leonard Pennario especialmente para o filme "Julie", 1956), entre tantas outras memoráveis.

 Para ficar pasmo com a seleção sem nexo (e sexo) que a AFI inventou, basta olhar as últimas vinte músicas escolhidas da relação final. A seriedade da escolha (se é que existiu alguma) termina na 77a. colocada, com a realmente antológica "The Shadow of Your Smile".

Para ficar bem irritado, leia a matéria do Estado:
http://www.estadao.com.br/divirtase/noticias/2004/jul/02/198.htm

A LISTA


1. Over the Rainbow (de O Mágico de Oz, 1939)
2. As Time Goes By (de Casablanca, 1942)
3. Singin’ in the Rain (de Cantando na Chuva, 1952)
4. Moon River (de Bonequinha de Luxo, 1961)
5. White Christmas (de Natal Branco, 1942)
6. Mrs. Robinson (de A Primeira Noite de um Homem, 1967)
7. When You Wish Upon a Star (de Pinóquio, 1940)
8. The Way We Were (de Nosso Amor de Ontem, 1973)
9. Stayin’ Alive (de Embalos de Sábado à Noite, 1977)
10. The Sound of Music (de A Noviça Rebelde, 1965)
11. The Man That Got Away (de Nasce uma Estrela [Judy Garland], 1954)
12. Diamonds Are a Girl’s Best Friend (de Os Homens Preferem as Louras, 1953)
13. People (de Funny Girl, a Garota Genial, 1968)
14. My Heart Will Go On (de Titanic, 1997)
15. Cheek to Cheek (de O Picolino, 1935)
16. Evergreen (de Nasce uma Estrela [Barbra Streisand], 1976)
17. I Could Have Danced All Night (de Minha Bela Dama [My Fair Lady], 1964)
18. Cabaret (de Cabaré, 1972)
19. Some Day My Prince Will Come (de Branca de Neve e Os Sete Anões, 1938)
20. Somewhere (de Amor, Sublime Amor [West Side Story], 1961
21. Jailhouse Rock (de O Prisioneiro do Rock, 1957)
22. Everybody’s Talkin’ (de Perdidos na Noite [Midnight Cowboy], 1969
23. Raindrops Keep Fallin’ on my Head (de Butch Cassidy, 1969)
24. Ol’ Man River (de Magnólia [Show Boat], 1936)
25. Do Not Forsake Me, My Darlin’ (de Matar ou Morrer, 1952)
26. The Trolley Song (de Agora Seremos Felizes, 1944)
27. Unchained Melody (de Ghost, Do Outro Lado da Vida, 1990)
28. Some Enchanted Evening (de Ao Sul do Pacífico, 1958)
29. Born to Be Wild (de Sem Destino [Easy Rider], 1969)
30. Stormy Weather (de Tempestade de Ritmos, 1943)
31. Theme from New York, New York (de New York, New York, 1977)
32. I Got Rhythm (de Sinfonia de Paris, 1951)
33. Aquarius (de Hair, 1979)
34. Let’s Call the Whole Thing Off (de Vamos Dançar?, 1937)
35. America (de Amor, Sublime Amor [West Side Story], 1961)
36. Supercalifragilisticexpialidocious (de Mary Poppins, 1964)
37. Swinging on a Star (de O Bom Pastor, 1944)
38. Theme from Shaft (de Shaft, 1971)
39. Days of Wine and Roses (de Vício Maldito, 1962)
40. Fight the Power (de Faça a Coisa Certa, 1989)
41. New York, New York (de Um Dia em Nova York, 1949)
42. Luck Be a Lady (de Eles e Elas [Guys and Dolls], 1955)
43. The Way You Look Tonight (de Ritmo Louco, 1936)
44. Wind Beneath My Wings (de Amigas Para Sempre, 1988)
45. That’s Entertainment (de A Roda da Fortuna, 1953)
46. Don’t Rain on My Parade (de Funny Girl, a Garota Genial, 1968)
47. Zip-a-Dee-Doo-Dah (de Canção do Sul, 1946)
48. Whatever Will Be Will Be [Que Será, Será] (de O Homem que Sabia Demais, 1956)
49. Make’em Laugh (de Cantando na Chuva, 1952)
50. Rock Around the Clock (de Sementes de Violência, 1955)
51. Fame (de Fama, 1980)
52. Summertime (de Porgy e Bess, 1958)
53. Goldfinger (de 007 Contra Goldfinger, 19664)
54. Shall We Dance (de O Rei e Eu, 1956)
55. Flashdance... What a Feeling (de Flashdance, 1983)
56. Thank Heaven for Little Girls (de Gigi, 1958)
57. The Windmills of Your Mind (de Crown, o Magnífico, 1968)
58. Gonna Fly Now (de Rocky, o Lutador, 1976)
59. Tonight (de Amor, Sublime Amor [West Side Story], 1961)
60. It Had to Be You (de Harry e Sally, Feitos Um Para o Outro, 1989)
61. Get Happy (de Casa, Comida e Carinho, 1950)
62. Beauty and the Beast (de A Bela e a Fera, 1991)
63. Thanks for the Memory (de Folia a Bordo, 1938]
64. My Favorite Things (de A Noviça Rebelde, 1965)
65. I Will Always Love You (de The Bodyguard, 1992)
66. Suicide is Painless (de M*A*S*H, 1970)
67. Nobody Does it Better (de 007 -- O Espião Que Me Amava, 1977)
68. Streets of Philadelphia (de Filadélfia, 1993)
69. On the Good Ship Lollipop (de Olhos Encantados, 1934)
70. Summer Nights (de No Tempo da Brilhantina, 1978)
71. The Yankee Doodle Boy (de A Canção da Vitória, 1942)
72. Good Morning (de Cantando na Chuva, 1952)
73. Isn’t It Romantic? (de Ama-me Esta Noite, 1932)
74. The Rainbow Connection (de O Mundo dos Muppets, 1980)
75. Up Where We Belong (de A Força do Destino, 1982)
76. Have Yourself a Merry Little Christmas (de Agora Seremos Felizes, 1945)
77. The Shadow of Your Smile (de Adeus às Ilusões, 1965)
78. 9 to 5 (de Como Eliminar seu Chefe, 1980)
79. Arthur’s Theme [Best That You Can Do] (de Arthur, o Milionário Sedutor, 1979)
80. Springtime for Hitler (de Primavera para Hitler, 1968)
81. I’m Easy (de Nashville, 1975)
82. Ding Dong, The Witch Is Dead (de O Mágico de Oz, 1939)
83. The Rose (de A Rosa, 1979)
84. Put the Blame on Mame (de Gilda, 1946)
85. Come What May (de Moulin Rouge, 2001)
86. (I’ve Had) The Time of My Life (de Dirty Dancing, Ritmo Quente, 1987)
87. Buttons and Bows (de O Valente Treme-Treme, 1948)
88. Do Re Mi (de A Noviça Rebelde, 1965)
89. Puttin’ on the Ritz (de Jovem Frankenstein, 1974)
90. Seems Like Old Times (de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa [Annie Hall], 1977)
91. Let the River Run (de Uma Secretária de Futuro, 1988)
92. Long Ago and Far Away (de Modelos, 1944)
93. Lose Yourself (de 8 Mile, Rua das Ilusões, 2002)
94. Ain’t Too Proud to Beg (de O Reencontro, 1983)
95. Road to Morocco (de A Sedução de Marrocos, 1942)
96. Footloose (de Footloose, Ritmo Louco, 1984)
97. 42nd Street (de Rua 42, 1933)
98. All That Jazz (de Chicago, 2002)
99. Hakuna Matata (de O Rei Leão, 1994)
100. Old Time Rock and Roll (de Negócio Arriscado, 1983)

http://www.afi.com/tvevents/100years/songs.aspx



 Escrito por Carlos Reichenbach às 21h13
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   QUASE CINEMA

TEATRO DO PULSO E DAS VÍSCERAS

 

Fui assistir PERPÉTUA, de e com o Dionísio Neto.

 Olha, fui sabendo que ia ver dois ótimos atores (Dioníso e Renata Jesion) dando todo o sangue e suor em cena; mas estava com um receio danado de não gostar do texto, que (com toda a sinceridade possível) tem me parecido o quisito mais frágil da dramaturgia nacional recente.

 Veio então a surpresa mais gratificante da noite: Dionísio Neto, autor, ressuscita e recicla a ousadia e a visceralidade das dramaturgias sem arestas e gorduras de Zé Vicente e Plínio Marcos. PERPÉTUA é NAVALHA NA CARNE, mas é também (e sobretudo) O ASSALTO, no esgrima verborrágico deflagrado em ritmo esquizofrênico e estroboscópico que desagua em Jimmy Hendrix e Marcio Greyk.

 Ademar Guerra, o encenador que me ensinou a amar o teatro, deve ter vibrado no lado esquerdo do paraíso.

 PERPÉTUA é teatro vigoroso, rascante como punhal, mas que transpira tesão por todos os poros.

SERVIÇO:

"PERPÉTUA" - sãbados às 22.00 horas; domingo às 20 horas

 Durante o mes de julho, na pista de dança do BOP, rua Inácio Pereira da Rocha 170 - Vila Madalena



 Escrito por Carlos Reichenbach às 05h05
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