REDUTO DO COMODORO - o Blog de CARLOS REICHENBACH - comodoro@olhoslivres.com
   MITOS DO REDUTO

ESPECIAL VANESSA ALVES

 Foram cinco longas metragens juntos: "O Paraíso Proibido", "Extremos do Prazer", "Filme Demência", "Anjos do Arrabalde" e, recentemente, "Garotas do ABC".

 Em "Anjos do Arrabalde", ela ganhou vários prêmios como Aninha, a manicure que é violentada na abertura do filme, apanha do marido operário e alcoólatra, e se vinga de maneira crucial de sua falta de futuro.

Em "GAROTAS DO ABC" ela dá o show como a tecelã neófita Antuérpia. Ela é os olhos do espectador porque é a personagem que introduz a tecelagem e as tecelãs no filme. Antuérpia, a mais velha das tecelãs, que aos 38 anos tenta uma nova vida, é apresentada umas seis vezes do início ao fim do filme. Eu escrevi esse personagem para Vanessa Alves, porque gosto de trabalhar, sempre que possível, com cúmplices que já conheçam meu método de filmar (muitas vezes, extrapolando as observações do roteiro). Além do mais, poucas atrizes conseguiriam transmitir, com economia e precisão, o olhar que mistura encantamento e melancolia  na descoberta do estranho e arcaico mundo dos teares obsoletos.

 Vanessa Alves é da rara estirpe de atores que somem atrás de seus personagens. No cinema internacional, o primeiro nome que me vem à mente quando penso nesta categoria de atores, é Gene Hackman.

 Vanessa é, para mim, a versão feminina de Ênio Gonçalves, outro cúmplice com que eu me entendo basicamente com o olhar e que possui uma intimidade instintiva com a câmera.

 Betty Faria disse, na lata, assim quando assistiu "GAROTAS DO ABC": "É uma atriz e tanto! Você não vê a atriz, vê uma tecelã.".

 Vanessa Alves em "O Paraíso Proibido" (81) e "Extremos do Prazer" (83).

 Vanessa Alves em "Filme Demência" (86) e "Anjos do Arrabalde" (87).

 Vanessa Alves em "Garotas do ABC".



 Escrito por Carlos Reichenbach às 00h31
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   LADEIRA DA MEMÓRIA

MAIS UM WIP EM SAMPA

Que Antonio Polo Galante tenha inaugurado o gênero WIP (Woman In Prison) no Brasil, ninguém duvida, a questão é lembrar que ele experimentou todos os gêneros do cinema comercial; é claro, gastando sempre, o mínimo possível.

  Em 1981, o gênero WIP já estava em franco declínio, mas Galante quis aproveitar o estúdio que tinha recém construído em Santana e daí inventou o filme "AS MÃES SOLTEIRAS", que se transformou (como em quase todos os filmes do Galante, o título de origem não chega inteiro ao último dia de filmagem) em "AS PROSTITUTAS DO DR. ALBERTO".

 O cenário principal era a cadeia privativa do tal dr. Alberto, onde jovens mulheres eram engravidadas artificialmente com espermatozóides de "homens superiores".

  O flagrante acima eterniza uma das saídas matinais da equipe técnica, da Boca-do-Lixo (leia-se Rua do Triumpho) para os estúdios APGalante, próximo à rua Voluntários da Pátria.

 Da esquerda para direita: o chefe eletrecista Ariovaldo Pereira, o maquiador Mario Lucio, o assistente de câmera Odair Guarani, o diretor e roteirista Alfredo Sterheim, abaixado diante da câmera o cenógrafo Alberto Giecco, a guarda-roupeira, a mitológica continuísta Isabel do Amaral com a claquete na mão, atrás dela o Comodoro Reichenbomber (diretor de fotografia e operador de câmera), de braços cruzados o assistente de produção Rubinho Moreno, quase escondido atrás dele o saudoso maquinista Dinho Lampa, o gerente de produção Roberto Polo Galante, o emérito cidadão santista e diretor de produção Tony Jacoska e o assistente de direção Conrado Sanchez.

 Como dá para perceber por algumas das fotografias já postadas neste Blog, vários elementos da equipe transitam de um filme para outro. Só faltou Carlos Shintomi nesta equipe (aliás, essa foto não é dele?).

 Sem nenhuma pieguice, várias destas pessoas foram (e alguns continuam sendo) a minha esporádica e querida família; meus irmãos nômades e de universo.



 Escrito por Carlos Reichenbach às 08h14
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   HOMENAGEM

A MORTE DE BIBI

 Sem dúvida, uma das atrizes mais sublimes do cinema brasileiro das décadas de 60 e 70. Ela atuou, entre outros, com Luis Sérgio Person (PANCA DE VALENTE), Carlos Hugo Cristensen (A MORTE TRANSPARENTE), Ozualdo Candeias (MEU NOME É TONHO), Maurice Cappovila (BEBEL, GAROTA PROPAGANDA) e José Roberto Noronha (ELAS). Para alguns de seus fãs ela era a Claudia Cardinale brasileira. A verdade é que ela tinha rosto universal, mas curiosamente se encaixava perfeitamente a tipos regionais; talvez porque possuia a catadura das grandes atrizes trágicas (da dimensão de uma Maria Callas, no filme de Pasolini, Anouk Aimée e Irene Papas). Em A MORTE TRANSPARENTE, onde personificava uma mulher fatal, Bibi desfilava metade do filme pelas proximidades de uma piscina, deslumbrante dentro de um biquini branco. A imagem daquela linda mulher de pele alva e porte aristocrático, cabelos negros caindo no ombro e flanando pela beira da piscina azul vestida apenas com duas peças brancas, só pode ser comparada à magia do caminhar de Claudine Auger, de biquini lilás, no filme "Jogos de Massacre", de Alain Jessua.

 Um grande cineasta disse certa feita que nenhuma imagem é mais sublime do a visão do caminhar de uma mulher bonita de pernas longas e trajes leves. Imagens assim nós fazem acreditar em Deus.

Sobre a triste notícia do falecimento da mítica Bibi Vogel, anexo matéria do jornal O GLOBO, que me foi gentilmente enviada, pelo escritor e pesquisador Antonio Leão da Silva Neto.

 

JORNAL O GLOBO - 06/04/2004
Bibi Vogel, a bela atriz que se uniu às Mães da Praça de Maio
Filha de judeus alemães que vieram para o Rio depois da Segunda Guerra Mundial, a atriz Bibi Vogel tinha como seu nome original Sylvia Dulce Kleiner. Muito bonita, apareceu em telenovelas, em filmes, apresentou o programa "Concertos para a Juventude" e esteve no elenco da primeira montagem do musical "Hair", em 1969. Bibi foi a grande paixão de "Nino, o italianinho" (TV Tupi/1969). Outras novelas: "Os ossos do barão", "O espigão", "Bravo!" e "Espelho Mágico", na Globo. No cinema fez "Bebel, garota propaganda"; "Anuska, manequim e mulher"; "A morte transparente" e "O pai do povo", único filme dirigido por Jô Soares.
Nos anos 70 mudou-se para a Argentina, onde casou-se com o diretor de teatro Alfredo Zemma. Com ele teve em 1979 uma filha, Mayra. Eventualmente vinha ao Brasil para seus trabalhos, o que incluiu posar nua para a "Playboy" em 1975. Mas Bibi sempre voltava para Buenos Aires, onde se uniu ao grupo das Mães da Praça de Maio (ou Loucas de Maio), que exigiam dos ditadores argentinos notícias de seus filhos desaparecidos. No Brasil, Bibi ajudou a criar o grupo Amigas do Peito, em 1980. Pela militância em causas humanitárias, foi homenageada este ano, no Dia Internacional da Mulher, pela Assembléia Legislativa fluminense. Mas, já muito doente, não pôde vir. Há um ano sofria de câncer no estômago. Bibi morreu dia 3, em Buenos Aires, cercada de amigos, aos 60 anos. Pouco antes, pedira para comer um doce, galletita brasileña, que lembrava-lhe o Rio.

 



 Escrito por Carlos Reichenbach às 14h32
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   PROST !

O MITO DO ROLO 100

 Entre todas as superstições das equipes de cinema profissional nenhuma é tão  levada à sério quanto o "Mito do Rolo 100".

 O chefe-eletricista Marquinhos de Noronha é capaz de abandonar um filme se o produtor não cumprir o ritual.

 Corre o boato que Walter Salles Jr. esqueceu de seguir "o mandamento do Rolo 100" nas filmagens de "Abril Despedaçado" e deu no que deu (ou não deu). Em "Central do Brasil" choveu champanhe na catinga.

 A liturgia é a seguinte: todo filme que chega a rodar o rolo de filme (ou chassis) número 100, precisa ser premiado com a equipe e os atores com champanhe da boa.

 As fotos em anexo flagram o momento em que eu e Jacob Solitrenick, diretor de fotografia, estouramos a primeira garrafa de Moet Chandon que a produtora Sara Silveira mandou para o local das filmagens de "GAROTAS DO ABC" (ex- Aurélia Schwarzenega).

 Nas filmagens de BENS CONFISCADOS, Betty Faria, protagonista e co-produtora, mandou buscar o melhor champanhe do litoral do Rio Grande do Sul, para que Marquinhos de Noronha não abandonasse as filmagens.

 Corre a crendice que filme que não estoura champanhe no rolo 100 pode, entre vários revezes:
a) não terminar
b) ir muito mal de bilheteria
c) não ser lançado comercialmente
d) ficar uma bosta



 Escrito por Carlos Reichenbach às 17h48
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   DICA RÁPIDA

PROSPECÇÃO AVANÇADA

 Por conta dos meus exercícios obrigatórios (andar dois ou três quilometros à pé por dia) em benefício do meu "coração costurado", estou me tornando um colecionador privilegiado de vídeos-cassetes usados (mas em ótimo estado, lógico!) lançados comercialmente no Brasil.

 No último sábado consegui peneirar alguns filmes bem interessantes, entre eles AMANTES DIABÓLICOS, de Lamberto Bava (o filho pouco talentoso de Mário). Embora seja até hoje o melhor filme que eu vi de Lamberto, no final ele põe todos os méritos esboçados no início, na vala comum da inverossimelhança. No entanto, a Khouriana atriz Gioia Scola (de "Forever") está linda e ótima atriz.

 Comprei tambem duas comédias de um cara que eu adoro: Rodney Dangerfeld, o cara mais cheio de cacoetes do cinema e que fala com a cabeça tremendo.... Podem me crucificar mas acho "DE VOLTA ÀS AULAS", uma das melhores comédias dos últimos trinta anos. Dangerfield pulando quatro trampolins de um para outro, é digno de antologia (não se esqueçam que eu já fui campeão de salto ornamental quando estudava, no Köelle, em Rio Claro, há mais de trinta e cinco anos atrás - e juro que sonhava com uma proeza dessas).

 Mas o melhor da minha aquisição foram três filmes do prolífico diretor Bobby Roth. Com o perdão da palavra esse cara é bom para caralho... comprei 3 vídeos usados dele: TRIANGULO DAS PAIXÕES, O RAPTOR e RELATÓRIO WALLRAF, todos sensacionais.

 Ele filma com rara categoria e sem o mínimo de firula.

 O RAPTOR é uma aula de cinema. TRIANGULO DAS PAIXÕES,  um dos melhores - e mais profundos - filmes americanos sobre os anos da contracultura.

 No sábado eu volto ao sebo do Messias atrás de outras pérolas de Bobby Roth: SONHOS E PAIXÕES (Baja Oklahoma), RAINBOW DRIVE - A RUA DA MORTE, "O FILHO DO DEMONIO" e "O EXTERMINADOR DA MÁFIA". Já estou salivando de prazer, por conta!!!!

 Dele, eu antes só conhecia 'TRIANGULO DAS PAIXÕES" e "A MARCA DE UM ASSASSINO"" e já achava um cara especial. Agora comprovei: Bobby Roth é fera. Da mesma estirpe de John Flynn e William Friedkin (que fez um dos melhores filmes de 2003: "Caçado"). Vale a pena ficar de olho.




 Escrito por Carlos Reichenbach às 06h18
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   ENCONTRO DE HOMENS NOTÁVEIS

ATENÇÃO:

antes de falar do grande encontro do crítico Marcus Mello em Paris, quero repassar duas belas novidades no Front:

a) Os nossos amigos blogueiros e cineastas Bel e Sandro (também conhecidos como Vaquinha Eugênia), acabam de conquistar mais alguns prêmios com seu curta metragem "Onde Quer que Você Esteja": melhor atriz para Débora Duboc e prêmio do juri popular, no Festival de Cinema de Ribeirão Preto. Valeu!!!!!

b) Nosso mais novo fiel do Reduto, Selton Mello, vai estrear seu documentário sobre Afonso Brazza, o bombeiro de Brasilia que era também cineasta, no Canal Brasil, dia 11/04, às 2030hs. Quem tiver tv a cabo e não assistir, é mulher do padre!

c) Foi na sexta-feira, dia 3 de abril, que Marcus Mello, editor da revista TEOREMA, encontrou-se com Ruggero Deodato após a concorridíssima sessão de "CANNIBAL HOLOCAUST" na Cinemateca Francesa. Deodato, que foi um dos poucos discípulos (e assistentes) bem sucedidos de Roberto Rosselini, foi recebido com todas as honras dos grandes e subestimados mestres. Foi ovacionado e quase caiu de quatro quando encontrou Marcus Mello e este lhe contou que existia fãs extremados de seu filme mítico no Brasil; inclusive, uma lista de discussão super badalada, nominada "Canibal Holocausto". Após recolher autógrafos para os "papas" da lista, Carlos Thomaz Albornoz e Dennison Ramalho, Marcus pousou para fotografias mostrando sua revista Teorema (com Vanessa Alves na capa) para o agora incensado diretor de cinema da Península. Foi Marcus Mello quem quase caiu de costas quando Deodato revelou que virá ao Brasil, antes do final do ano, para filmar a vida de Anita Garibaldi, em Laguna, Santa Catarina.

 Para comprovar o encontro notável, eu confesso que "roubei" uma foto da lista Canibal:

 E olhem só o que Marcus Mello está mostrando para Ruggero Deodato:

  Quem sabe ele não contrata a Vanessa Alves para um bom papel nesta super produção !!!!



 Escrito por Carlos Reichenbach às 04h37
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   ESPECIAL RENATO DOHO

Renato Doho, fíel do Reduto e que até agora não disse se está morando em Dois Córregos, enviou o seguinte comentário ao Blog:

[http://rsdoho.blogspot.com]
 De tempos em tempos faço uma pesquisa informal sobre livros. O que as pessoas acabaram de ler e o que mais gostaram. Acho que está na hora de uma primeira rodada. Gostaria que participasse. É só listar os 5 livros recentemente lidos (sem censuras, se por acaso acabou de ler, sem querer, um de auto-ajuda, não importa, coloque na lista) e os 5 últimos que mais gostou (que pode retroceder sem tempo determinado caso tenha lido muita coisa que não tenha gostado). Caso queira colocar breves comentários em cada livro citado sinta-se livre. Envie para o e-mail
rdoho@hotmail.com e em breve colocarei a pesquisa no meu blog. Antes perguntava apenas entre listas e conhecidos, este ano coloco os blogs que visito na roda. Quem sabe no final do ano realizo uma pesquisa de melhores do ano. Obrigado. - 06/04/2004


Renato,

entre no meu site OLHOS LIVRES: é só clicar aqui nesta página no lado direito, e dê uma espiada na seção ENTREVISTAS. Tem uma entrevista minha para o jornal O ESCRITOR, da União Brasileira de Escritores, onde listei os livros da minha vida (acho que só os brasileiros).

 Sobre o que tenho lido recentemente, eu tenho a dizer que só leio o que está me agradando; se não gosto, paro nas primeiras páginas. Tenho um tempo muito curto para ler todas as revistas e livros que compro pelo menos quatro vezes por semana. Acho que já contei aqui no Blog, que após as três pontes de safena e uma mamária no coração, minha diversão (e exercício obrigatório) é andar de dois à três quilometros por dia; desta prática, virei um "rato de sebo", pois visito regularmente duas vezes por semana, os Sebos do Messias do centro da cidade (João Mendes, Quintino Bocaiúva e Brigadeiro). Estou assim, escolhendo livros diversos e formando a minha videoteca privada (ontem comprei três filmes ótimos de um diretor que ainda vai ser descoberto e consagrado: BOBBY ROTH). Só a Internet ocupa um quinto do meu dia, fácil. Livros eu leio três, às vezes quatro, ao mesmo tempo.

 De qualquer maneira, especial para você, vou relacionar os meus cinco ou oito livros recentes.

 Eu começaria escolhendo o último e imprescindível livro da professora de semiologia da PUC, Jerusa Pires Ferreira, "Armadilhas das Memória", da editora Ateliê. Esse livro está disponível na Livraria Boa Vista Av. Brigadeiro Faria Lima, 2007 - SP. Jerusa é também autora de um livro antológico sobre São Cipriano, o santo bruxo, o santo Fausto.
 O melhor livro que reli recentemente e um dos melhores da minha vida é "O Ofício de Viver", de Cesare Pavese. È o livro que o maior escritor da Itália escreveu antes de se suicidar. As últimas palavras do livro: "Tudo isso dá nojo. Não palavras. Um gesto. Não escreverei mais.".


 Outro livro barra pesadíssima e obrigatório, que li recentemente, é "O Primeiro Inferno e Outros Poemas", do genial poeta Celso de Alencar, definido por Jorge Mautner como um descendente direto de Augusto dos Anjos e João Cabral de Melo Neto. Celso de Alencar é autor dos deflagradores poemas "As Cento e Onze Picas" e "Não Despertes Piedade em Mim". Uma amostra de sua poesia transgressora:

Minha mãe,
nós a matamos.
Demos-lhe adoença da mãe de Laforgue.
Tiramos-lhe a outra metade do coração.

Meu pai,
a ventania o prostrou
e enforcou-se na sua herança.

 Li também, com extremo prazer e interesse, dois livros de poesia brasileira da melhor qualidade, editados pelo sempre brilhante Sergio Cohn, da Editora Azougue: "A Sombra do Leopardo", do poeta paulista Claudio Daniel (de quem me apropriei de duas frases poeticas para encerrar "Bens Confiscados") e "Ser Inifinitas Palavras", do mineiro Afonso Henriques Neto, autor de poemas definitivos como:

clara
todo poder é bosta
medo injustiça terror
o poder torna o ser
triste canceroso menor
o poder
parece sempre vencer
quando na realidade, clara
até a morte teme, em nosso abraço,
o amor

 Sobre cinema, os livros que li recentemente foram:
a) "NICHOLAS RAY: AN AMERICAN JOURNEY" - de Bernard Eisenschitz,

b) "VENTO NORTE", o obrigatório livro de história e análise, do professor Glênio Nicola Póvoas, sobre o "Limite" do cinema gaúcho, o filme "VENTO NORTE", de Salomão Scliar. A edição do livro, inclusive, é acompanhada por uma cópia em vídeo do filme restaurado. OBRIGATÓRIO!


c) E o livro de cinema da coleção "Ilha Deserta", com textos essenciais de Inácio Araújo, Agnaldo Farias, Bernardo Carvalho e outros.

 Finalmente, por  conta do meu futuro projeto de longa metragem "O SOL VAI EXPLODIR", li de uma única arrancada o divertido livro: "Conspirações - Tudo o que não querem que você saiba"", de Edson Aran, o bem humorado e mais completo dos inventários atuais de conspirações mundiais.

A LISTA:

O OFÍCIO DE VIVER - de Cesare Pavese

ARMADILHAS DA MEMÓRIA - de Jerusa Pires Ferreira

O PRIMEIRO INFERNO e OUTROS POEMAS - de Celso de Alencar

A SOMBRA DO LEOPARDO - de Claudio Daniel

SER INFINITAS PALAVRAS - de Afonso Henriques Neto

VENTO NORTE: HISTÓRIA E ANÁLISE DO FILME - de Glênio Nicola Póvoas

NICHOLAS RAY: AN AMERICAN JOURNEY - de Bernard Eisenschitz

ILHA DESERTA - CINEMA - Inácio Araújo, Bernardo Carvalho, Agnaldo Farias e outros

CONSPIRAÇÕES - TUDO O QUE NÃO QUEREM QUE VOCÊ SAIBA - de Edson Aran

Carlos Reichenbach

- Especial para Renato Doho -



 Escrito por Carlos Reichenbach às 20h59
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   LADEIRA DA MEMÓRIA

LEMBRANÇAS DE UM PRODUTOR MALUCO E UM AMIGO E TANTO

 Foi até irônico.

 No noite da projeção do ótimo documentário "O Galante Rei da Boca", de Alessandro Gamo e Luis Rocha Melo (o Morris Albert), saimos na companhia de Mario Vaz Filho, Claudio Portioli, Luis Felipe de Miranda, Daniel Chaia e parte da equipe do filme para tomar uma cerveja no bar da esquina do CineSesc.

 Durante quase duas horas, ao invés de falarmos do Galante (sempre uma figura notável) falamos animadamente de Renato Grecchi, o produtor de "CORRIDA EM BUSCA DO AMOR" (e, de certa forma, o cara que descobriu Os Trapalhões para o cinema, quando produziu "2000 ANOS DE CONFUSÃO" e "A ILHA DOS PAQUERAS").

 Renato Grecchi esteve ligado, de uma forma ou outra, aos meus três primeiros filmes: os episódios em AS LIBERTINAS e AUDÁCIA!, e o longa CORRIDA EM BUSCA DO AMOR.

 Quando Callegaro, Lima e eu interrompemos as filmagens de AS LIBERTINAS, por total falta de recursos, foi o Renato que nos levou ao Rio de Janeiro, para conversarmos com o sr. Valanci, da Franco-Brasileira, que ficou nosso sócio no sucesso de vinte semanas em cartaz.

 No dia em que eu e Antonio Lima resolvemos juntar umas poucas latas de negativo preto e branco e começamos a filmar as primeira imagens documentais de AUDÁCIA!, foi o Renato que emprestou quatro ou cinco cruzetas, uma cadeira de roda, mais umas dez latas de pontas de negativo e o equipamento de câmera para iniciarmos a aventura dos dois episódios de ficção. No final das filmagens, o Renato foi buscar dinheiro no Rio de Janeiro, com o saudoso Osiris Parcifal de Figueiroa, dono do Cineac Trianon e do Cine-Hora, para concluirmos a película.

 Renato Grecchi, como produtor de cinema, era um folclore ambulante. Na produção de "CORRIDA", nós da equipe técnica transitamos do paraíso ao inferno e depois do inferno ao paraíso. Começamos no melhor hotel de Amparo, interior de São Paulo, e duas semanas depois estávamos literalmente na rua.

 Por uma semana dormimos numa casa abandonada da prefeitura em vinte e poucos colchões espalhados pelo recinto. Parecia ruim, mas não era: é preciso lembrar que eu tinha pouco mais de 22 anos e uma adrenalina à mil. Foram sete noites de farra com visitas constantes das "moças alegres" da zona local. O saudoso Carlos Bucka, com seus cento e cinquenta quilos distribuidos pela pança feliz, deve ter emagrecido trinta quilos naquela semana, com tanto exercício muscular estimulado. Um dia apareceram três menores de idade querendo aplicar o golpe do "toma que o filho é teu!" na moçada da equipe. Renato Grecchi virou um "produtor das antigas" da noite para o dia: não só expulsou as golpistas como foi dar queixa na polícia "por atentado ao pudor". De dia o ambiente ficou seríssimo, mas à noite - na companhia das ilustres e venerandas "senhoras do conselho" - a equipe e o elenco masculino recarregavam as baterias com vasta troca de óleo.

 Quando já estavamos nos habituando ao convívio comunitário e/ou tribal fomos arremessados para um dos hotéis cinco estrelas de Serra Negra; cada qual em quarto separado. Se por um lado fomos contemplados com uma boa dose de mordomia, por outro as filmagens se transformaram numa temporada forçada no convento.

 Com Renato Grecchi era assim: tudo ou nada!

 Ele mentia descaradamente para os seus diretores e co-produtores, dizia que tinha dinheiro, e não tinha; dizia que ia contratar o tal ator que eu havia solicitado, e não contratou.... Apesar disso, tenho certeza que nenhum sócio ou diretor guardou mágoa de Renato Grecchi. Não dava para não gostar dele: se ele tivesse apenas um real no bolso e surgisse algum técnico pedindo dinheiro emprestado; ele dava o real que tinha (sem pedir de volta) e voltava à pé para casa; e olha que ele morava em Interlagos - qualquer paulista treme nas bases só de imaginar ter de andar à pé do centro para Interlagos. Pois Renato Grecchi fez isso, no mínimo, uma três vezes, emprestando dinheiro aos amigos....

 A linda noite (com direito à ovação da platéia exigente do Festival É Tudo Verdade) da exibição do documentário de Alessandro Gamo e Luis Rocha Melo (Prêmio ABD 2004) só foi ofuscada por uma notícia dolorosa dada por Mario Vaz e Portioli: Renato Grecchi havia falecido há mais de um ano, quando gerenciava um cine-teatro adulto da rua Aurora. Eu nunca soube do incidente. Nenhum jornal noticiou.

 Para matar a saudade deste estranho e querido amigo, produtor do meu primeiro longa metragem, estou anexando a única foto que possuo dele: um flagrande das filmagens de A BADALADÍSSIMA DOS TRÓPICOS X OS PICARETAS DO SEXO, episódio do longa metragem AUDÁCIA!, no qual ele foi a verdadeira "eminência parda" da produção.

 Renato Grecchi, o cara de óculos escuros e sorriso debochado que está no canto direito da foto, nunca cansou de me dar carona em seu Studbacker antigos, nas noites que ficávamos na Boca para a última cerveja e ele tinha de ir para Interlagos. Ele nunca tirou carta de motorista, foi pego mais de trinta vezes, mas nunca foi preso ou teve que pagar multa aos guardas. Ele tinha uma conversa irresistível; mas nunca canalha. Pior, poucos souberam que ele nunca teve carteira de trabalho, de identidade, cic, ou plano de saúde. Era um autêntico empresário do "parque industrial paulista": bárbaro e nosso.

 Acho que Renato Grecchi nunca existiu realmente, que foi sempre uma entidade, jamais um ser social de carne e osso, daqueles que seguem fielmente as regras sociais da boa burguesia. Sem lenço, sem documento, alguns tostões no bolso (que sempre dividiu com alguém mais necessitado). Ele amava os amigos, as mulheres, a alegria e, é claro, a fantasia (onde a verdade e os compromissos sociais nunca possuiram livre trânsito).

 Tenho certeza que está no céu; no mínimo, jogando ping-pong com São Pedro (e ganhando todas as partidas - no saque de efeito).



 Escrito por Carlos Reichenbach às 00h45
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   PROSPECÇÃO DE SITES BRASILEIROS

Fiéis do Reduto,
entrem no endereço abaixo e verifiquem se falta algum endereço importante. Estou tentando fazer um levantamento - o mais completo possível - sobre os sites de cinema disponíveis no Brasil.
 
 
 Entrei em vários apontados pelos sites THE BEST OF WEB e descobri que muitos (mas muitos mesmo) já não estão mais no ar.
 Alguem sabe me informar se o site do Ernesto Barros, o KINEMA, saiu de circulação ????Tentei entrar uma dezena de vezes e não consegui. 
 Se alguém souber de algum site brasileiro novo, por favor, avise.
 No meu site OLHOS LIVRES, estou priorizando sites e não Blogs (Blogs eu recomendo no REDUTO DO COMODORO), e espero oferecer aos amigos do site o "cardápio" mais completo possível.
 Todos os sites apontados nos Links da OLHOS LIVRES, eu entrei pessoalmente para confirmar sua existencia.
 Sites que foram atualizados há mais de um ano e continuam no ar, eu deixei de lado (e foram vários).
 Consultem e me ajudem a socializar o maior inventário de sites brasileiros de cinema.
 
Um grande abraço,
CARLOS REICHENBACH


 Escrito por Carlos Reichenbach às 13h28
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   LADEIRA DA MEMÓRIA

O GOSTO DO LÍRIO

 No meio da minha prospecção do antigo material de "AUDÁCIA", me defrontei com originais fotográficos dignos do universo Lynchiano.

 Tratava-se de um rolo de filme 35mm, exposto sob o doce efeito de chás mais que naturais.

 No elenco deste mergulho "além da imaginação": Palito, Maria Cristina Rocha, Verônica Krimann, Jairo Ferreira, o Comodoro e até Enzo tuBARONE.

 Título da "performance": CARTAS DE AMOR DE UMA FREIRA CAPIXABA



 Escrito por Carlos Reichenbach às 19h35
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   LADEIRA DA MEMÓRIA

MEU PASSADO ME CONDENA - SEGUNDA PARTE

 Devido ao sucesso de vendas da revista MELODIAS, ao publicar a fotonovela "Onde Andam os Nossos Filhos", protagonizada por "Carlão" (assim era nominado nos créditos, o ator que personificava o traficante de maços de cigarros da marca "Maconha"), o diretor Jean Silva (também conhecido como Jean Garret) convocou novamente o seu meteórico astro para a dramática "O Amor Pede Perdão", da qual participavam também David Cardoso e a bela Sueli Fernandes, estrela de algumas pérolas da Boca-do-Lixo.

 Depois de sua performance marcante como vilão, Carlão foi convocado por Garret para personificar o noivo da heroína: um corno! Garret pediu a Carlão que levasse para Itapecerica da Serra, cenário da fotonovela, o seu melhor terno e gravata. Claro que ele levou o único terno que possuia; o terno que comparecia em enterros e casamentos.

 Garret se surpreendeu quando viu que Carlão apereceu na locação de bigode cortado. O cavanhaque egípcio trouxe ao personagem, a catadura que Jean-Claude Bernardet viria a comparar com "os libertinos franceses do século passado". Carlão preferia se achar parecido com algum astro de Ingmar Bergman. A verdade é que, como afirmava uma namorada do astro na época (de maneira branda), o cavanhaque deixava-o com a boca de "chupador de manga".

 Segue abaixo a primeira parte de O AMOR PEDE PERDÃO.

 Ficha Técnica

estória e diálogos: Berta Stark; direção e fotografia: Jean Silva (Garret); legendas: Maria Maldonado; produção: Armando A. Lopes; elenco: David Cardoso, Sueli Fernandes e CARLÃO.

ENQUANTO ISSO......



 Escrito por Carlos Reichenbach às 04h49
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