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REDUTO DO COMODORO - o Blog de CARLOS REICHENBACH - comodoro@olhoslivres.com |
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HOMENAGEM À BUDD BOETTICHER
- Para "o rei do faroeste barato", tudo aquilo que Randolph Scott não tinha (e, conforme as más línguas, não gostava).

Escrito por Carlos Reichenbach às 03h35
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FILMES FABULOSOS
Escrito por Carlos Reichenbach às 03h27
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SEGREDOS DE "BENS CONFISCADOS" - 02
- Antônio Grassi, a grande surpresa do filme "BENS CONFISCADOS" - no papel de Paulo Hermes, braço-direito de um senador corrupto - dubla "in loco", tendo o video-assist como referência, os diálogos que tiveram problemas de captação de som.

Escrito por Carlos Reichenbach às 22h06
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O FILME DO MEU PAI
- "A Fúria de Uma Região Perdida" (The Deadly Manthis - 1957), de Nathan Juran, foi o último filme que eu assisti em companhia do meu pai (ele morreu em 1960). Foi, também, a única e última vez que eu estive no extinto cine Broadway, na Avenida São João.
- No filme, o vilão (e herói) é um "louva-deus", que se torna gigante por conta de experiências atômicas. Em "ALMA CORSÁRIA" dei o nome de "THE MANTHIS" para o grupo de rock do personagem Xavier, que vai tocar em Iguape (o meu grupo musical, que inspirou o episódio, chamava-se THE MOTHRAS - inspirado num filme japones sobre uma uma libélula gigante).

Escrito por Carlos Reichenbach às 21h47
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DEU NO TAS - PARTE 2
- Valeu Tas, obrigado pela dica do REDUTO DO CARLÃO, mas esse negócio de bissexto é deboche (de Bosch, Heyronimus, como dizia o amigo JF). O camarote da cerveja estava realmente muito animado. Teve técnico de futebol enchendo a cara da namorada de alegria e uma tal de Gisele B., sem segurança à bordo, dando moleza às cinco da manhã. O duro foi sair da ratoeira para pegar o micro até o Porcão. Tinha Vip e gente fina (Pitanga, Betty Faria e Isabe Fillardis) na fila de espera (uma hora em média). De qualquer maneira, foi um enorme prazer assistir com você ver passar aquele monumento de ébano chamado KETULA desafiando todas as leis da gravidade (e de rigidez glútea). Deus é pai, mesmo!
REICHENBACH
- em homenagem ao Tas, reprise de Ketula Rocha Mello, o destaque maior da PORTO DA PEDRA e que, infelizmente (ódio, ódio, ódio!!!!!), se tornou musa do mala sem alça do Hulk (aquele do caldeirão).

Escrito por Carlos Reichenbach às 15h47
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DEU NO BLOG DO TAS
- Está lá no BLOG DO TAS (o acesso está aqui nesta página, ao lado):
PS: o grande bonus do camarote da Bhrama este ano foi o tema cinema nacional. A presença de cineastas de todo espectro abrandaram a concentração de cafas por metro quadrado, tradicional naquele pedaço. Tive o prazer de desfrutar da companhia do folião hiper bissexto Carlão Reichenbach, que tem um blog do cacete. Com fotos inusitadas e históricas.
Agora, aqui entre nós, Tas: bissexto é a vovozinha!
Escrito por Carlos Reichenbach às 13h06
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HOMENAGEM À FRITZ LANG

Escrito por Carlos Reichenbach às 00h08
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HOMENAGEM À JEAN LUC GODARD

Escrito por Carlos Reichenbach às 00h02
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LADEIRA DA MEMÓRIA 12
- Filmagens de A FORÇA DOS SENTIDOS, de Jean Garrett (1979), em still de Carlos Shintomi. Na cadeira de rodas (à frente da câmera), o ator e empresário Emil Grigoletto. O diretor Jean Garrett está com a câmera na mão, sentado no carrinho do travlling que foi montado em cima de trilhos de madeira por causa da areia. Concórdio Matarazzo, no foco (e olhando para a câmera) Alguém já percebeu que são sempre os assistentes de cãmera que aparecem nas fotos de filmagem olhando para a câmera - e muitas vezes fazendo chifrinho na cabeça dos operadores de câmera. Reichenbach (na época ainda esbanjando cabelo) examina a intensidade de luz, no spot do fotômetro. O barbudo de costas, com a perninha em posição suspeita, que olha para Garrett, é Mário Vaz Filho, assistente de direção. O local da filmagem é Ilha Bela. Tenho quase certeza de que a pessoa que está escondida atrás da câmera é o nosso querido TONI GORBI, o futuro mítico chefe-eletricista, que neste filme (além de brilhar como dançarino na boite local, nas horas vagas) ainda era geradorista.
- DOS VINTE E POUCOS LONGAS METRAGENS QUE TRABALHEI COMO DIRETOR DE FOTOGRAFIA, ACHO O MEU DESEMPENHO EM "A FORÇA DOS SENTIDOS", O MELHOR QUE FIZ NESTA FUNÇÃO.

Escrito por Carlos Reichenbach às 04h00
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QUEM É A BETTY BLUE?
- Flavia Dale ou Beatrice Rea???? Quem seduziu Kusturica?

Escrito por Carlos Reichenbach às 03h48
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UM PAULISTA NO SAMBÓDROMO 1

O convite para o camarote da Brama veio por conta de uma "homenagem ao cinema brasileiro". O escriba resolveu sair do seu reduto para satisfazer um antigo desejo da companheira Lygia: ver de perto a mais bela festa do mundo.
Um caipira em Bariloche. Um palerma em Palermo. Qualquer título similar poderia sintetizar as doze horas de estranhamento no ninho. É certo que aquela não é a minha praia, mas eu lá estive após seis horas de Via Dutra nas poltronas dos ônibus Gold, da viação Itapemirim. Disseram que esse tal de "Gold" não parava em lugar nenhum; parou, quinze minutos em Itatiaia.
O amigo Inácio Araújo chamou a atenção: "Cê vai p´ra festa VIP de ônibus????". Eu fui. E paguei o mico de ir ao Porcão pegar credencial, tirar foto 3/4 (horrível como sempre) e vestir a nada discreta camiseta vermelha que é portfolio escancarado da cervejinha nota 10. Dentro do enorme camarote da Brama, todos os cartazes do cinema brasileiro menos os meus e dos meus amigos e ídolos. Encontrei outros estranhos no ninho e logo fui com a minha mulher em busca de um lugar decente para ver o desfile da segunda-feira. Estava terminando o primeiro desfile da noite, a Tradição, e não conseguimos ver nada desta escola à não ser ouvir os derradeiros ecos da dispersão.
Ficamos daí para frente até a última escola e até as últimas Vans que saiam com muita lerdeza do sambódromo na direção do tal Porcão do aterro. O fim de noite, já no clarão das nove horas da manhã, poderia simbolizar a dispersão autêntica de foliões retardatários e Vips à beira de um ataque de stress e sono.
Todas as impressões que se seguem à respeito das escolas foram feitas por um autêntico neófito no assunto; logo, não pressupõe análise abalizada e competente. O crivo é o da impressão imagética e o da sintonia musical e dos sentidos subjetivos.
PORTO DA PEDRA
Opinião do leigo: nota dez, com louvor.
Uma comissão de frente espetacular com bailarinos e ginastas debaixo de pesadíssimas fantasias de cachorros. Os jornais noticiaram o cansaço dos performers após os primeiros quarenta minutos. De qualquer maneira, para nós, que estávamos logo no começo do desfile, de frente a cabine dos jurados, a cachorrada (no melhor sentido do termo) deu tudo de si.
O samba da Porto de Pedra é ótimo e a escola mostrou um empenho e um entusiasmo comovente. Durante todo o desfile (que eu assisti) o público sempre me deu a impressão de reagir melhor nas escolas mais conhecidas; a PORTO DA PEDRA pode até cair de divisão, mas se isso acontecer é por afasia da platéia, que estava irritada com a chuva que começava a cair.
Agora, dez ao cubo para a espetacular Ketula, uma negra linda e escultural - e que me perdoem as senhoras presentes no recinto - com uma das mais rígidas e volumosas bundas do universo. Nota mil para Deus!!!!!!!
IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
Opinião do leigo: nota dez, com discrição.
Outra comissão de frente (sei lá, ao vivo e à cores, a comissão de frente me pareceu a pérola de todos desfiles de escola de samba) espetacular.
O samba é magnífico e a escola é profissionalíssima. Talvez, o seu maior mérito (a competência) seja a sua perversão. Em toda obra de arte, são as pequenas (e, muitas vezes, aparentes) idiossincrasias que crivam sua excelência e sua personalidade irreprochável. Com a Imperatriz, faltou o diferente.
Acho que foi no "prólogo" desta escola que apareceu um rapaz gay (bem alegre, diga-se de passagem) dando um show à parte e preparando os ânimos para o que viria a seguir. Pois é, a "louca" deveria estar no meio do desfile, mandando ver seu entusiasmo fabuloso, subversor e anticareta.
segue
Escrito por Carlos Reichenbach às 03h29
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UM PAULISTA NO SAMBÓDROMO 2

IMPÉRIO SERRANO
Não vou nem dar nota de avaliação porque abandonei o desfile logo no início, quando percebi que esta foi uma das escolas que usou o capcioso recurso da música sobejamente conhecida. Ou seja, a empolgação obvia da platéia tem nome e endereço próprio; sem dúvida, uma imensa injustiça com as outras escolas (em especial com os ótimos - e inéditos - sambas da PORTO DAS PEDRAS e da IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE). Por outro lado baixou uma fome danada nas primeiras alas de figuração esfomeada.
O escriba e sua companheira foram matar a fome no restaurante do camarote onde uma série de trailers de filmes brasileiros recém concluídos estavam sendo projetados. Na verdade, o tal restaurante do camarote parecia ter sido patrocinado pela TV Globo, já que todos os trailers eram de filmes produzidos por ela. De"OLGA", de Jayme Monjardim, foi projetado um "demo" interminável de aproximadamente vinte minutos. A impressão que passou do filme pareceu catastrófica. A impressão generalizada era de que estavamos assistindo a um filme americano classe B. Em compensação, o curtíssimo demo de "CAZUZA" foi de encher a boca de água. Que diferença! Lição de casa: é preciso ter cuidado com o tempo excessivo dos trailers e demos.
BEIJA-FLÔR
Empolgação popular arrasa-quarteirão. No samba, o equívoco perigosíssimo do refrão reacionário: "ANAUÊ!!!!". Olha, foi assustador ver aquele amontoado de gente gritando em voz alta a saudação oficial do fascismo nativo. Eis, senhores, um país de memória mínima! Podem me acusar de xiita, mas a ignorância nacional com a sua história mais recente é de dar medo (e nojo). É evidente que quem pesquisou o enredo da Beija-Flor de Nilópolis, foi buscar inspiração na cultura indígena. Descobriu o "Anauê!", mas se esqueceu (ou nunca soube) o que ele representa (ou simboliza) de nefasto para a cultura e a história brasileira. Pode-se dizer, sem exagero, que não seria de estranhar aparecer no meio das fantasias e alegorias, o Sigma, o feixe ou até a suástica. De qualquer forma, o olho do símbolo maçônico esteve presente nas fantasias de uma das alas da BEIJA-FLÔR. Para mim, a bela festa da escola foi implodida pela ingenuidade (ou ignorância) dos compositores de seu samba.
VIRADOURO
Esta é uma escola guerreira. Sob intensa chuva e os primeiros sinais da claridade do dia, o entusiasmo de seus integrantes levantou a galera e a moral geral. As destaques da Viradouro foram um show à parte. Juliana Paes, nota mil (grande mulher, grande destaque). Já o samba, que fez o público cantar animado, tem um estribilho que é plágio descarado de "As Pastorinhas". Sinto muito, mas para mim isso perde ponto (e muito).
MOCIDADE INDEPENDENTE
Opinião do leigo: nota dez, com discrição. Competência e vibração na mais prejudicada das escolas. Mesmo assim, o dia pleno e a chuva não empanaram o brilho da escola de Padre Miguel. Em especial, de sua espetacular comissão de frente onde autênticos malabaristas ("Intrépida Troupe"????) deram um show - de reter a respiração - de "como desafiar todos os limites do equilíbrio e da resistência física". Embora o assunto do belo samba original não tivesse rendido originalidade e pertinência, a bateria magistral e o empenho de todos os integrantes da escola fecharam o desfile com chave de ouro.
Eu e Lygia voltamos para São Paulo dormindo o sono dos justos nas poltronas da Viação Cometa. Acordamos já na marginal de São Paulo com a sensação de missão cumprida e de que poderiamos contar, no futuro, aos nossos netos que "nós vimos a mais bela festa da Terra" no "camarote dos Vips". Ah, e que vimos também Gisele Bünchen, aquele "arroz de festa".
FIM
Escrito por Carlos Reichenbach às 03h26
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SEGREDOS DE "BENS CONFISCADOS"
- Nas fotos abaixo, dois ângulos da complexa filmagem do plano inicial (e assustador) de BENS CONFISCADOS.
- Sim, a atriz (Carla Candiotto) está dependurada no patamar do último andar de um dos prédios mais altos e tradicionais do centro de São Paulo.
- No filme, sua personagem - a estilista Isabela Siqueira - se suicida logo nos primeiros minutos, quando estoura o escândalo envolvendo corrupção e bigamia de um importante senador da república, com quem ela tem um filho bastardo.


Escrito por Carlos Reichenbach às 18h23
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HISTÓRIAS DO IMPÉRIO 01
Esta é uma das minhas seqüências preferidas de IMPÉRIO DO DESEJO (1980).
Na foto: Orlando Parolini (Di Branco), obviamente de bata branca, Genésio Carvalho (Tibúrcio) e Dino Arino (Pinocchio).
Esse cenário foi montado com sucatas de madeira e sobras de construção (por Conrado Sanchez) na Praia do Varela, em Iguape. É uma das últimas imagens do Varela antes que a praia fosse inundada completamente pelas águas do mar e do Ribeira. Um clube de campo inteiro desapareceu do dia para a noite sob as águas da tempestade. A região inteira era vítima recorrente de intempéries climáticas. Durante as filmagens, um vendaval assolou o local, carregando com o vento parte do cenário e o esqueleto que aparece na foto. O diretor de arte e seu assistente sairam correndo para o meio do mato catando restos de cenário; encontraram um caiçara estatelado no chão com olhos esbugalhados. Os dois, ingenuamente, perguntaram ao caiçara se ele havia visto um esqueleto caído no chão. O caiçara, tremendo como vara verde, disse que o esqueleto passou voando e raspando por ele.
Nesta sequencia, um jogo godardiano de aliterações: Tibúrcio pergunta à Pinocchio:
Tibúrcio - A FADA FALA ?
Pinocchio - A FADA FODE !
Tibúrcio - A FADA FICA ?
Pinocchio - A FADA FEDE !
Tibúrcio - A FADA FUÇA ?
Pinocchio - A FADA FOSSA !
Enquanto isso, o pé de Di Branco aciona incessantemente o fole que bafeja o fogo embaixo do caldeirão. Qualquer semelhança com os desenhos animados do Pica-Pau, criação do gênio Walter Lanz, não é mera coincidência.

Escrito por Carlos Reichenbach às 16h07
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